Como exercícios podem proteger e tratar as articulações?

30
nov 2018

Dor, inchaço, ruído e um grande desconforto são os principais sintomas de quem tem algum problema nas articulações, os famosos “desgastes” que assombram, principalmente, atletas e idosos. Muitos casos acabam não recebendo o devido cuidado e se tornam graves com o passar do tempo. Mas você sabia que alguns exercícios podem proteger e até evitar que este problema apareça em sua vida?

O que são articulações?
De forma simples, as articulações são pontos de encontro entre ossos. Existem diferentes tipos, como a cartilagem articular, ligamentos e meniscos, que são caracterizados pelo grau de mobilidade que oferecem ao esqueleto, ajudando na movimentação, sustentação e até amortecimento.

As bolsas sinoviais, que compõem o interior das articulações móveis, atuam como amortecedores que, por terem um líquido viscoso em sua composição, colaboram na diminuição do impacto. Com o passar dos anos, a produção deste líquido diminui, deixando os ossos mais próximos e com maior probabilidade de choque. Por este motivo, os problemas são mais comuns com o avanço da idade, além do desgaste natural.

Fatores de risco
Muitas condições colaboram para o agravamento da deterioração, e é essencial ficar atento a estes pontos:

  • histórico familiar;
  • idade avançada;
  • obesidade;
  • lesão articular ou movimentação repetitiva;
  • má-formação.

Alguns especialistas destacam que doenças que interferem em ossos e músculos, como lúpus, gota e fibromialgia, podem intensificar os problemas nas articulações. Acompanhe regularmente como está a sua saúde para amenizar os impactos em seu cotidiano e fazer com que as dores não se tornem crônicas.

Para proteger e tratar as articulações
Imagine uma porta que não é usada há muito tempo. Agora pense em abrir ou fechá-la. Difícil, não é mesmo? As nossas articulações funcionam mais ou menos da mesma forma, se você não movimentá-las, ações simples ficarão cada vez mais difíceis.

Para prevenir o “enferrujamento”, o esporte é uma boa alternativa. Com a atividade física, os nutrientes conseguem circular melhor pelo corpo e chegar com mais rapidez às articulações. E com tecidos fortes, as chances de rompimento ou qualquer outro tipo de lesão diminuem.

Fortalecimento e alongamento ajudam a deixar tudo no lugar. Com músculos bem posicionados e livres do encurtamento, o seu corpo estará em sintonia para um futuro sem dores crônicas ou desgastes prematuros de cartilagem.

#Dica – carregar pesos excessivos, como sacolas de mercado ou bolsas, podem prejudicar dedos, punhos, cotovelos e até o ombro. Fique ligado!

Consulte sempre um médico
O auxílio de um profissional é imprescindível, ainda mais quando o assunto é a sua qualidade de vida no futuro. Por isso, consulte periodicamente o seu ortopedista e relate qualquer problema, algo que parece sem importância agora pode se tornar um problema no futuro, como lesões constantes no mesmo local ou uma dorzinha que aparece raramente.
Outra dica é manter músculos firmes e bem protegidos com a linha especial Speedo Sport Protection, que além de proporcionar melhor desempenho, colabora na segurança de uma prática esportiva reduz as chances de lesões.
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Fontes:
Globo Esporte | Bem Estar | Saúde | Toda Matéria

Uma travessia na carreira de Poliana Okimoto

01
nov 2018

Referência brasileira em maratona aquática, Poliana Okimoto coloca em prática a sua experiência de mais de 14 anos para concretizar um sonho: ter a sua própria prova. Após a sua aposentadoria, a atleta começou a tirar do papel os sonhos que sempre teve no esporte, e em e em uma entrevista especial para a Speedo, ela conta como foram as primeiras braçadas da medalhista Rio 2016 e os planos para o futuro.

Leia e inspire-se para a prova a Travessia Poliana Okimoto, que acontece no dia 04 de novembro, no Guarujá (SP). Clique aqui para garantir a sua inscrição!

Como começou a sua história com a maratona aquática?
Quem me apresentou à maratona aquática foi o meu técnico, e marido, Ricardo Cintra. Ele fez a minha inscrição para a Travessia dos Fortes, em 2005, quando tinha 22 anos. Eu não queria fazer a prova, estava morrendo de medo, mas mesmo assim ele confirmou minha vaga e fomos. Durante a prova, eu senti muito e quase desisti, mas minha competitividade falou mais alto e fui até o final. Ganhei a prova e recebi a notícia que a maratona aquática estaria nos próximos jogos olímpicos e Panamericanos. Foi aí que percebi que esta modalidade poderia estar mais presente na minha vida, sendo mais uma oportunidade de ir a uma Olimpíada.

Após parar de competir, a sua rotina de treino mudou muito?
Mudou bastante. Eu continuo nadando, mas não sei nem se posso chamar de treino, mesmo estando na piscina todos os dias. A água faz parte de mim, do que eu sou, é onde consigo pensar melhor fazendo com que tudo flua.

Os meus treinos, hoje, representam mais ou menos ¼ do eu já treinei na vida. Antes, eu fazia 100 km na semana, e hoje chego a uns 10 km. Com os preparativos para a Travessia e Workshop Poliana Okimoto, não caio na água há mais ou menos 2 semanas por conta da correria, e eu sinto muita falta. Amo a natação e é isso que levarei para o resto da minha vida.

Além do treino, na minha rotina, o que mudou muito foi a alimentação. Antes sempre seguia uma dieta bem rigorosa, e hoje como o que eu quiser e na hora que quiser. Isso faz com que eu consiga aproveitar melhor os meus dias, estar mais próxima à família, ter mais tempo para curtir e me dedicar a novos projetos.

Piscina, mar e represa têm características específicas, como se preparar para cada um?
São muito diferentes, e é preciso entender cada lugar antes de entrar na água. Na piscina, é algo mais automático, você acostuma a treinar de um certo modo e não varia para a competição, sendo muito mais fácil pois é um ambiente controlado. A temperatura, as raias, a faixa no meio para direcionar não existem em águas abertas. Água doce e salgada também são bem diferentes. Na doce, o atleta se sente mais pesado, o quadril afunda um pouco mais. Na salgada, o quadril levanta por causa da densidade e o corpo do nadador fica mais próximo da superfície, agregando mais sensibilidade. Mas é importante também ficar atento aos fatores da natureza, como correnteza, marola e ventos.

Com tantas diferenças, o esporte está sendo cada vez mais amado pelas pessoas que estão começando a fazer. É um desafio, que você enfrenta a natureza, os seus medos e tem um grande potencial de ser uma das modalidades mais praticadas no Brasil. Temos um litoral vasto e as competições estão muito presentes nos calendários das cidades.

Nos últimos anos, há um interesse maior por provas mais desafiadoras, como as maratonas aquáticas e o triátlon. Qual conselho você daria para alguém que está começando as primeiras braçadas em longas distâncias?
O conselho que eu dou é persistir e insistir. As provas e os treinos da maratona aquática não são fáceis, então, quanto mais horas de prática, mais chances de sair vitorioso. E nem sempre a vitória quer dizer chegar ao pódio, ela significa terminar uma prova bem e feliz.

É preciso treinar e se dedicar, pois quando olhamos para trás e vemos a distância que foi percorrida, nos sentimos muito bem, com desafio cumprido. Realização pessoal é a chave!

Como surgiu a ideia da Travessia Poliana Okimoto?
Eu sempre tive vontade de uma prova com meu nome, mas nunca tive tempo. Depois que me aposentei, no fim de 2017, comecei a pensar em várias ideias de como e onde fazer uma maratona. E para me ajudar, chamei o Igor de Souza, um expert nesse tipo de prova e amigo de muitos anos, juntando à vontade com a expertise. Está sendo muito bom, prazeroso e transformador todo o esforço para fazer a travessia dar certo.

Quais são seus planos para 2019?
A meta para 2019 é manter o Workshop e a Travessia Poliana Okitmoto, fazendo desta competição um grande evento. Dar oportunidade de um primeiro passo para quem quer começar a fazer maratonas aquáticas na prova de 500 m, que pensei justamente para isso.

Divulgar cada vez mais nosso esporte no próximo ano também está em meus planos, para fazer com que todo mundo cresça junto.

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Com tanta determinação e experiência, temos certeza que a Travessia Poliana Okimoto será um sucesso e já estamos na contagem regressiva para o dia 4 de novembro. Você vai participar deste grande desafio, não é mesmo? Aproveite e compartilhe com os amigos que precisam de um “empurrãozinho” para colocar em prática a maratona aquática. Com uma medalhista olímpica e uma estrutura incrível, a água será o seu novo ambiente natural.