Os tipos de nado

18
dez 2014

SPE_0831_Os_tipos_de_nado_071114Existem vários campeões e vários recordes a serem batidos quando falamos de natação. E um dos motivos para essa variedade são os diversos tipos de nado. Crawl, costas, peito e borboleta. Saiba um pouco sobre cada um.

 

Crawl

Tido como o nado mais simples, o crawl também é o estilo mais praticado, certamente, pois seus movimentos são mais naturais e podem ser feitos em várias intensidades, o que pode não exigir muito das articulações do praticante.

Os movimentos alternados de braços e pernadas trabalham bastante o bíceps, tríceps, quadríceps e os músculos internos da perna.

 

Costas

Quase tão fácil quanto o crawl, o nado costas é bastante praticado por iniciantes e atende a uma necessidade muito apontada por médicos: a correção de postura. Seu único ponto fraco é a exposição do nariz e da boca, o que facilita a entrada de água.

 

Peito

Não é o nado mais difícil, porém iniciantes têm mais dificuldades de aprendê-lo por 2 motivos: os movimentos não naturais das pernas e a intensidade alta não permitem nadas mais devagar. Bem desenvolvido, esse estilo bíceps, músculos internos da coxa, adutores e todo o peitoral.

 

Borboleta

Eis o estilo mais difícil de ser realizado. Tanto os movimentos dos braços quanto as pernas não estão em nosso dia a dia, o que afeta o aprendizado e a familiaridade. Para homens, a dificuldade fica por conta da pouca flexibilidade do quadril, já para as mulheres costuma faltar força para tirar todo o tronco da água. Praticamente a musculatura inteira do corpo é exigida durante o nado borboleta, enfatizando as costas, o peitoral e o abdômen.

Mantendo as engrenagens funcionando

12
dez 2014

CapaBlog_Engrenagens_1200x800

Imagine o seu corpo como uma máquina que se adapta a várias condições. Existem algumas em que ele funciona melhor e outras pior. Imaginou? Pois é, um dos piores cenários para colocá-lo para trabalhar é quando o ar está seco e com baixa umidade. Pior ainda: fazer isso no meio de um calor escaldante.

Nosso corpo precisa de água para funcionar (não custa lembrar que mais de 70% dele é água), mas só a absorção líquida não é suficiente. O vapor que respiramos também serve para lubrificar as engrenagens, e é aí que entra a importância da umidade do ar.

O mais recomendado é evitar atividades ao ar livre em dias com essas condições. Mas sabemos que às vezes isso não é possível (rotina regirosa de treinos ou competições à vista, por exemplo), então o que pode ser feito é amenizar alguns efeitos negativos.

Primeiro passo: conhecer seus limites. Você deve compreender seus desempenhos anteriores e ser rápido para perceber quando alguma coisa sair do normal. Em caso de dor de cabeça, tontura, vista turva, coração disparado e cansaço além do normal, pare imediatamente.

Para evitar esses casos mais extremos, é recomendável reduzir o ritmo de treino, pois o calor e a falta de umidade já farão você perder muita energia, desgastando seus músculos mais rápido e trazendo o cansaço antes da hora.

Como estamos falando de calor também, roupas de cores claras, leves e bem ventiladas são muito bem-vindas, pois ajudarão na transpiração. Escolher bem o horário de se exercitar também é importante. Prefira treinar antes das 9 horas ou depois das 18 horas.

E, como dito anteriormente, você precisará de água. Como ela será deficiente durante a respiração de seu treino, compense de outras formas. Os ambientes em que passar grandes períodos durante o dia devem ser mantidos bem arejados e umidificados, com vaporizadores ou recipientes de água. E não podemos nunca deixar de lembrar: beba muita água antes, durante e depois dos treinos.

Brasil arrasa no Mundial de Natação 2014 com sete ouros

08
dez 2014

CapaBlog_Equipe_1200x800

Os ombros dos nadadores brasileiros, em especial dos representantes da Speedo Elite Team, estão mais pesados de tantas medalhas de ouro. Com o final do Mundial de Natação 2014, realizado em Doha, capital do Qatar, o Brasil se sagrou o grande campeão da competição, com 7 medalhas de ouro, 1 de prata, 2 de bronze e diversos recordes quebrados.

Etiene Medeiros, uma das representantes do time da Speedo, teve um desempenho fantástico: ela traz o ouro dos 50m costas para casa, medalha ganha juntamente com a superação de um recorde mundial. Etiene fez a prova em impressionantes 25s67, batendo a marca anterior (25s70) da croata Sanja Jovanovic.

Nosso outro campeão, Nicholas dos Santos garantiu o posto mais alto do pódio ao lado de colegas como Cesar Cielo, Felipe França, Guilherme Guido, Larissa Oliveira e da própria Etiene, nos revezamentos 4×50 medley, 4×50 medley misto e 4x100m medley. Nicholas também arrasou nos 50m borboleta, garantindo a prata.

Confira todos os resultados do Brasil no mundial:

Ouro nos 4×50 medley: Guilherme Guido, Felipe França, Nicholas Santos e Cesar Cielo – 1m30s51

Ouro nos 100m peito – Felipe França – 56s29

Ouro nos 50m costas – Etiene Medeiros –25s67

Ouro nos 4x50m medley misto – Etiene Medeiros, Felipe França, Nicholas Santos e Larissa Oliveira – 1m37s26

Ouro nos 100m livre masculino – Cesar Cielo – 45s75

Ouro nos 50m peito –Felipe França – 25s63

Ouro nos 4x100m medley masculino – Guilherme Guido, Felipe França Silva, Marcos Macedo e Cesar Cielo Filho – 3m21s14

Prata nos 50m borboleta – Nicholas Santos – 22s08

Bronze nos 50m livre Cesar Cielo – 20s88

Bronze nos 4x50m livre misto – Cesar Cielo, João de Lucca, Etiene Medeiros e Larissa Oliveira – 1m29s17

Nossos parabéns a todos os atletas da comissão brasileira, em especial aos nossos representantes Etiene Medeiros, Nicholas dos Santos e a Alessandra Marchioro!

Ana Marcela Cunha se saga bicampeã do Prêmio de Melhor Atleta do Ano da Fina

04
dez 2014

CapaBlog_AnaMarcela_560x373_Chamada

Fotos: Satiro Sodré

Sabe o que dá orgulho? Ter sob as suas asas um talento tão grande quanto o da Ana Marcela Cunha. A atleta da Speedo conquistou tantas competições este ano que acabou por ganhar, pela terceira vez, o Prêmio de Melhor Atleta do Ano da Fina (Federação Internacional de Natação).

Ana Marcela teve um ano brilhante. Em 2014 a baiana se sagrou tricampeã mundial da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas, sendo que ela ainda conseguiu realizar dois outros feitos históricos ao garantir sua presença no pódio em todas as etapas da mesma competição (totalizando 5 ouros, 1 prata e 2 bronzes) que teve trechos no Canadá, Portugal e China e ao baixar em 7 minutos o recorde dos 36km da Travessia Capri-Napoli.

A fera da natação brasileira teve seu trabalho reconhecido por membros do Bureau da Fina e demais especialistas da modalidade, como técnicos e imprensa esportiva.

Ana Marcela se mostrou muito contente pelas vitórias: “Nossa… que momento mágico! Estou feliz demais! Foi um ano longo, de muito trabalho, dedicação e intermináveis horas de treinamento. Mas chegar aqui, no final do ano e ser agraciada por um prêmio como este faz tudo valer a pena. Foi uma temporada espetacular, posso dizer que a melhor e mais consistente da minha carreira, por enquanto, porque ainda espero ter outras melhores.”

É isso ai Ana Marcela! Agora é curtir as conquistas, focar no próximo objetivo, como o Mundial de Kazan, e partir para cima com a garra que só a nossa guerreira dos mares tem!

Nicholas Santos a caminho do seu 6º Mundial de Curta

01
dez 2014

Campeonato Mundial FINA em Piscina Curta

Foto: Satiro Sodré

Aos 34 anos de idade, Nicholas Santos vai ser o mais experiente nadador da equipe brasileira no Campeonato Mundial de Piscina Curta em Doha. Mais que isso, Nicholas vai para o seu sexto mundial de curta e isso combinados com os cinco mundiais de longa serão 11 participações em Campeonatos Mundiais, mais do que qualquer outro nadador em atividade no Brasil.

Nos Mundiais de Curta, Nicholas estreou em Moscou, na Rússia, em 2002. Isso foi um ano depois da sua estréia nos Mundiais de Longa em Fukuoka, no Japão. Naquele ano, Nicholas ficou nas eliminatórias dos 50 livre, mas chegou até as semifinais dos 50 borboleta terminando em 13o lugar com 24.15.

Seu primeiro pódio aconteceria na próxima edição, em Indianápolis, 2004. Lá, foi onde o Brasil teve uma de suas melhores performances e Nicholas foi bronze nos 50 livre (21.71) e prata no revezamento 4×100 livre além de chegar a final nos 100 livre e terminar na oitava colocação.

No Mundial seguinte, em Shanghai 2006, Nicholas chegou a duas finais, quinto no 4×100 livre e sétimo nos 50 livre (21.90). Os 50 borboleta (24.19) ficaram nas eliminatórias em 21o lugar.

Ausente em Manchester 2008, Nicholas focava na preparação olímpica de Beijing. Voltou aos Mundiais de Curta em 2010, em Dubai, onde integrou o revezamento 4×100 livre medalhista de bronze além do quarto lugar nos 50 borboleta (22.45) e um 13o nos 50 livre (21.43).

No último Mundial, em Istambul, na Turquia, em 2012, Nicholas foi com dois objetivos, e apenas dois. Vencer a prova e bater o recorde mundial dos 50 borboleta. O ouro saiu, o recorde não. Venceu com 22.22, o recorde permanece com o alemão Steffen Deibler desde 2009 com 21.80.

Nesta sua campanha em Mundiais de Curta, Nicholas acumula quatro medalhas, um ouro, uma prata, dois bronzes. São 8 finais e 2 semifinais.

Para Doha, Nicholas vai com o segundo tempo do mundo nos 50 borboleta. Sua marca do Finkel, 22.43 só perde para os 21.98 feitos por Chad Le Clos no Circuito da Copa do Mundo. Por sinal, estes 21.98 é a melhor marca da era pós-trajes para a prova. Um desafio dos bons para Nicholas que vai em busca de se sagrar bi campeão mundial e, quem sabe, desta vez quebrar o recorde que ficou faltando em 2012.

Leia a matéria: BestSwimming