Ana Marcela vence a segunda consecutiva e assume a liderança do ranking mundial

25
jul 2014


Com uma prova de arrebentar com os nervos, definida apenas no “photo finish”,  a bicampeã mundial Ana Marcela Cunha confirmou o favoritismo e conquistou o título da quarta etapa da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas, disputada no Lac St-Jean,  em Roberval, no Canadá. A brasileira completou a prova de 10km , com o tempo de 2h03m1s e 2 centésimos. Com este resultado, Ana Marcela assume a liderança do ranking mundial.

“Estou  muito contente por ter vencido e mais ainda porque acabo de passar para a primeira colocação no ranking do circuito mundial. Agora, quero aumentar ainda mais esta vantagem, para ser campeã mais uma vez,  este é o nosso grande objetivo nesta temporada”, festejou a baiana.

Logo na largada, nenhuma das 16 nadadoras abriu uma larga vantagem, apenas na quinta e última volta (2 Km)  que Ana Marcela imprimiu um ritmo muito forte e abriu quase um corpo sobre suas adversárias. O resultado oficial da prova só veio cerca de 20 minutos depois, confirmando a vitória de Ana Marcela.

Sabia que esta prova iria ser muito difícil. Então busquei uma estratégia um pouco diferente, nadando um pouco mais a frente para não deixar ninguém escapar. Na última volta, abri ainda mais, mas acabou que a Christine veio junto.  A prova foi decidida por centímetros e felizmente a meu favor”, encerrou  a nadadora, que vem  de uma vitória na terceira etapa, disputada no final de junho, em Setúbal, Portugal.  Na primeira etapa, em Viedma, na Argentina, garantiu a prata e na segunda, em Cancún, no México, o bronze.

Ana Marcela prossegue no Canadá para mais duas etapas Da Copa do Mundo. No dia 01 de agosto, irá competir em Magog e no dia 09, em Megantic, na quinta e sexta etapas da competição, respectivamente.

Fonte: Assessoria de imprensa pessoal da atleta

Natação é esporte mais indicado para tratar e curar problemas respiratórios

23
jul 2014

As alergias vêm se agravando significativamente devido ao aumento da poluição, mudanças climáticas, a alimentação com corantes e agrotóxicos, etc… Além das alergias, temos a bronquite aguda e crônica e a asma, muitas vezes hereditária.

A natação é o esporte mais recomendado nestes casos. Todos nós sabemos da importância da natação. Ela trabalha todos os músculos, é o esporte mais completo que existe. Além disso, pode ajudar a melhorar ou até curar alguns problemas respiratórios.

O trabalho na água aumenta a resistência do organismo, diminuindo ou espaçando as crises asmáticas. A cura da asma é muito frequente com a natação, temos grandes atletas que começaram a nadar por causa da asma e se tornaram grandes expoentes no esporte.

O asmático tem excesso de ar, não consegue expirar, se asfixia com o próprio ar. A umidade do meio líquido e a necessidade de respirar pela boca e de soltar o ar ajudam muito aos asmáticos. Apressão da água também ajuda na expiração. A posição horizontal do corpo na natação em um ambiente de alta umidade do ar produz menos ressecamento das vias aéreas, favorecendo mais o ato de respirar do que em outros esportes que aumentam a resistência das vias aéreas.

O cloro também é alérgeno, por isto muitos centros aquáticos optam pela água salinizada.

O que a natação faz?

Ela alonga toda a musculatura intercostal, abrindo e fechando as costelas, movimentando a caixa torácica através dos movimentos de braços e trabalha a musculatura abdominal facilitando a respiração diafragmática. Todos estes movimentos são coordenados com a respiração. O movimento de abrir e fechar das costelas facilita a musculatura inspiratória e expiratória, ou seja, enche os pulmões na inspiração e esvazia na expiração.

A resistência da água exige que a respiração seja mais forte para deslocar-se nela. Com isso, a respiração se torna mais ampla naturalmente, a musculatura envolvida aumenta o trabalho dos pulmões e a capacidade cardiorrespiratória. O ambiente aquático mantém as narinas úmidas, eliminando a secura normalmente encontrada na asma e nas alergias durante outras atividades terrestres.

Alerta!

Quando a criança é frágil, precisa de um trabalho individualizado com toda a atenção do professor. Se ela tem a respiração apical, ou seja, alta, usa a musculatura acessória, elevando os ombros para respirar e estufando o peito ao invés de usar a musculatura abdominal e intercostal, precisa de uma reeducação respiratória para evitar o famoso peito de pombo. O professor pode ensiná-la, caso não consiga sozinha, mas é necessária a ajuda de um fisioterapeuta especializado em respiratória. Caso contrário, a criança fica boa do problema respiratório, mas pode criar outro que, às vezes, chega a ser uma deformidade do tórax.

Para solucionar os problemas respiratórios e suas causas, também é indispensável que as crianças brinquem, exercitem-se, peguem sol e tenham uma boa alimentação. Normalmente, nas escolas as crianças participam de jogos, esportes, através da educação física, com atividades que desenvolvem a psicomotricidade, a parte musculoesquelética, social e psicológica, despertando para um estilo de vida saudável. Cabe aos pais dar continuidade fora da escola, evitando o uso contínuo de televisão, uso abusivo de jogos eletrônicos, estimulando a prática esportiva e a vida ao ar livre.

Os problemas hereditários, como a asma, e mesmo as alergias podem ser minimizados seguindo estes conselhos. A criança pode começar a fazer natação a partir dos quatro meses de idade, desde que com a autorização do pediatra.

Fonte: Eu Atleta

Seleção Brasileira viaja para Copa do Mundo de Águas Abertas

21
jul 2014

Desfalcados da atual líder do ranking mundial de 2014, Poliana Okimoto que sofreu uma lesão na última prova em Portugal, a Seleção Brasileira de Águas Abertas embarcou neste domingo para as etapas canadenses da Copa do Mundo de Águas Abertas. São oito atletas que viajaram e já competem na quinta-feira na prova do Lac Saint-Jean em Roberval.

No feminino, Ana Marcela Cunha, vice líder do ranking mundial da temporada dois pontos atrás de Poliana.

Poliana sofreu uma fissura no disco da coluna cervical na prova de Setúbal em Portugal e por indicação médica optou por ficar de fora do restante do Circuito da Copa do Mundo. Lá, Poliana havia sido segundo colocada atrás apenas de Ana Marcela.

Roberval é um pequeno vilarejo canadense com pouco mais de 10 mil habitantes. As margens da costa sul do Lac Saint-Jean, o lugar é de total domínio francês e um dos tradicionais pontos das águas abertas mundiais. A Travessia Internacional do Lac Saint-Jean na distância de 32 quilômetros faz parte do calendário do Circuito Grand Prix da FINA e será realizado no sábado. Este ano será a sua 60a edição e Ana Marcela venceu a edição de 2012 em tempo recorde até hoje não batido. A cidade também foi sede do último Campeonato Mundial de Águas Abertas em 2010. Desde então, a modalidade tem apenas o Mundial dos Esportes Aquáticos a cada dois anos.

A pequena Roberval se transforma durante esta semana. Recebe milhares de visitantes para um festival de música e atrações que enriquece ainda mais a atenção para as duas provas da Copa do Mundo e Grand Prix de Águas Abertas da FINA.

Ana Marcela é a única entre os brasileiros que já medalhou em Saint-Jean. Ela foi bronze nas edições de 2012 e 2010. No ano passado, nenhum brasileiro participou da prova que foi realizada no mesmo período do Campeonato Mundial de Barcelona.

A largada da prova em Roberval está marcada para quinta-feira as 13:30 para os homens e 13:40 para as mulheres. No horário de Brasília, respectivamente 12:30 e 12:40, portanto apenas uma hora de diferença.

A prova em Roberval será a primeira das três que acontece nas próximas semanas no Canadá. Depois vem a etapa do Lac Magog no dia 31 de julho e Lac Megantic no dia 9 de agosto. O Circuito da Copa do Mundo terá as suas duas etapas finais na Ásia. No dia 12 de outubro em Hangzhou na China e no dia 18 de outubro em Hong Kong.

Os brasileiros subiram ao pódio em todas as três etapas da temporada da Copa do Mundo da atual temporada. Confira:

Viedma, Argentina, em fevereiro
1o Poliana Okimoto, 2o Ana Marcela Cunha

Cancún, México, em março
2o Poliana Okimoto, 3o Ana Marcela Cunha

Setúbal, Portugal, em abril
1o Ana Marcela Cunha, 2o Poliana Okimoto

Ranking da temporada 2014:
Feminino
1o Poliana Okimoto do Brasil 56 pontos
2o Ana Marcela Cunha do Brasil 54 pontos

Fonte: Best Swimming 

 

92 anos de um recorde histórico

15
jul 2014

O último dia 9 de julho foi comemorado o aniversário de uma data histórica da natação. Há exatos 92 anos um homem nadava os 100m livre abaixo do barreira do minuto. Uma marca que na época era considerada um grande desafio. E o feito coube ser realizado pelo melhor atleta daquela geração e até hoje considerado como um dos nadadores mais completos de todos os tempos: o americano Johnny Weissmuller.

Naquele dia 9 de julho, Weissmuller competiu na piscina do parque Neptune Beach’s, na cidade de Alameda, na Califórnia. O nadador já era considerado um dos grandes atletas dos Estados Unidos e já colecionava títulos nacionais, mas nadar os 100m livre abaixo de 1 minuto ainda era algo que poucos homens poderiam conseguir. O detentor do recorde mundial da distância era outra lenda, o havaiano Duke Kahanamoku que havia nadado a prova em 1min00s4, os Jogos Olímpicos da Antuérpia em 1920.

Mas naquele dia o grande nome da natação da época conseguiu atingir esse feito histórico. Com 58s6, ele não só bateu a marca de Kahanamoku, como abaixou o tempo em quase 2 segundos. Uma diferença absurda para a época. Weissmuller ainda viria a baixar ainda mais sua marca na prova nobre da natação ao nadar para 57s4 em fevereiro de 1924, marca que permaneceu intacta durante dez anos. Meses depois ele se sagraria campeão olímpico em Paris e repetiria a dose nos Jogos de Amsterdã em 1928.

Weissmuller não se consagrou apenas com um dos melhores nadadores de 100m livre. Ele também superou outra barreira importante da história da modalidade, sendo o primeiro homem a nadar os 400m livre abaixo dos 5 minutos ao nadar para 4min57s0 em 1923. Após deixar as piscinas o versátil nadador investiu na carreira artística e se consagrou com um dos maiores astros de Hollywood, tendo sido eternizado como o Tarzã das telas do cinema.

 

Depois de Weissmuller, muitos outros nadadores superaram barreiras nos 100m livre, como nos 50 segundos, 49s, 48s, 47s, etc. Porém, o grande pioneiro foi o Tarzã das piscinas.

‘Ciência da recuperação’ indica hábitos importantes após prática de exercícios

14
jul 2014

Quando realizamos uma atividade física, os benefícios do exercício são obtidos durante o período de recuperação. Isto caracteriza o período pós-atividade como de importância fundamental para os objetivos do programa.

Até muito recentemente, toda a ênfase da evolução das ciências do esporte estava direcionada para aperfeiçoar os programas de treinamento. O progresso científico nesta área ocorreu de forma acelerada, contribuindo para a enorme evolução do desempenho esportivo, a ponto de ser cada vez mais frequente o questionamento a respeito dos limites do corpo.

Atualmente, existe uma nova área que acena com perspectivas de grande inovação e de possibilidades muito interessantes na contribuição do exercício para performance e saúde. Trata-se exatamente da ciência da recuperação pós-atividade.

O conhecimento científico atual ensina que existem dois importantes mecanismos que se desenvolvem durante a recuperação:

1 – Assim que o exercício termina, os músculos têm uma necessidade imediata de repor as reservas de energia utilizadas durante a atividade realizada. Esta reposição se traduz por um mecanismo de ressíntese do combustível utilizado, representado pelo glicogênio muscular. Para repor o glicogênio, os músculos requerem duas condições básicas: repouso e nutrientes. Os nutrientes necessários são fontes de carboidrato, que devem ser aportadas imediatamente após a atividade terminar. Este aporte imediato de glicose garante uma reposição mais rápida do glicogênio e acelera o período de recuperação. Segundo trabalhos científicos recentes, a recomendação é consumir 1g por quilo de peso corporal de carboidratos durante os primeiros trinta minutos de recuperação.

2 – O segundo mecanismo da recuperação é a reparação do dano tecidual. Este é o processo de remodelamento dos músculos em decorrência do estímulo do exercício. A atividade física promove um “dano tecidual” que é reparado por um processo inflamatório, remodelando a ultraestrutura dos músculos. Durante este período, o nutriente importante é a proteína. Novamente, a combinação de repouso e nutrientes é que vai atender a necessidade da recuperação. Também aqui, os primeiros minutos da recuperação são importantes e a ingestão de 0,25g por quilo de peso de proteína proporciona uma recuperação mais acelerada.

Certamente, novos conhecimentos científicos vão surgir e acrescentar mais informações para contribuir para que cada vez mais os benefícios do exercício possam ser potencializados. A área da “ciência da recuperação” com certeza deve ser um dos campos mais férteis para os novos conhecimentos.

Fonte: Eu Atleta