Começando na idade certa

18
nov 2014

velho1Quem se identifica ou procura se informar sobre o universo da natação já está acostumado a ouvir e ler que esse esporte traz enormes benefícios à saúde em qualquer idade. E isso geralmente se aplica a outros esportes também. Porém, quando falamos de terceira idade, atividades na piscina são as mais recomendadas.

Os benefícios já começam no campo respiratório. O aumento do controle da respiração e a capacidade máxima de oxigenação é uma das mudanças mais sentidas. O sistema respiratório é muito exigido durante a natação, o que faz com que os pulmões se adaptem à nova rotina.

Nadar também é um exercício completo, que utiliza todos os grandes grupos musculares. E para que todos funcionem em sintonia é importantíssimo desenvolver uma boa circulação sanguínea, para ter certeza de que responderão na hora certa. Quando não nos exercitamos, com o passar do tempo o corpo já entende que essa função não é tão importante e acaba deixando de lado tal função.

Outro risco que existe no caso de exercícios para idosos é referente às lesões ósseas. Quando atingimos uma certa idade nosso corpo diminui drasticamente a produção de cálcio, fundamental para a construção dos ossos, e isso aumenta a necessidade de repor esse mineral por meio da alimentação. Porém esse problema é agravado com a força da gravidade e com os impactos, o que já não ocorre na natação, pelo fato de o atleta não ter contato físico com nenhuma superfície sólida.

Além dos benefícios para o corpo, exercitar-se faz bem para a mente também. O esporte aumenta a disposição e a autoestima. Fora a oportunidade de socialização, algo muito importante para pessoas da terceira idade que tiveram suas rotinas mudadas drasticamente. E ainda podemos destacar o tempo de dedicação aos próprios interesses, o que eleva o bem-estar e a capacidade cognitiva.

Por tudo isso, não importa a sua idade, você pode procurar um profissional para orientá-lo e começar a nadar hoje ou amanhã e ter certeza de que ganhará muito com isso.

Saber correr atrás do prejuízo

09
nov 2014

correr1Conhecida como um dos esportes mais democráticos, a corrida tem atraído muitos praticantes mundo afora, incluindo o Brasil. As razões para largar o sedentarismo são diversas, mas as mais comuns são referentes à saúde, uma busca por melhorias para o próprio corpo, e à acessibilidade, uma vez que qualquer pessoa com um tênis e gás começa a correr.

Apesar de toda facilidade é necessário seguir algumas dicas antes de abrir a porta e sair dando passos mais longos pela rua. O acompanhamento profissional, não só apenas na corrida mas em todos os esportes, é fundamental. Profissionais da saúde saberão exatamente como orientar você, independentemente do seu nível a, por exemplo, alimentar-se adequadamente, a administrar a temperatura do ambiente e do seu corpo e, por mais que você já faça isso desde que nasceu, até a respirar corretamente durante o exercício.

Outro ponto importante é a escolha do equipamento certo. A curto prazo isso não vai prejudicar você, porém, depois de correr 10km por dia, durante dois meses, usando um tênis sem amortecimento adequado, seus joelhos e as costas pedirão para você passar mais um ano no sedentarismo. Além do tênis, a roupa usada vai ajudar na sua performance, dependendo da temperatura do ambiente e da sua movimentação.

Para iniciantes, pode ser que a nova rotina seja desgastante e, por mais que a sua animação fale “corra”, suas pernas dirão “amanhã, por favor”. Isso porque a musculatura se desenvolve em um ritmo mais lento que a capacidade respiratória. Nessas situações é recomendável alternar as corridas com academia e bicicleta, que não forçam tanto e não deixarão você perder o ritmo.

Outra dica, que de tão importante deveria ser chamada de lei, é cuidar da hidratação. O seu corpo sempre vai pedir mais água após os treinos para ter de volta a água gasta e, durante o dia, para ajudar na recuperação muscular.

E um último toque é manter-se motivado! Duas alternativas para isso é procurar alguém para se aventurar com você nessa nova vida ou escutar música enquanto corre mesmo. O importante é sempre querer correr mais uma vez.

A determinação de Rosana Merino

04
nov 2014

10726281_871125466233613_689978488_n“Natural de Campinas, terceira filha de uma família de seis irmãos, aprendi a nadar por volta dos 4 anos de idade. Em casa isso era regra desde que minha irmã mais velha foi diagnosticada com bronquite asmática. Na infância era muito magra e fraca e isso foi o maior incentivo que tive para melhorar e ficar como meus irmãos, que eram nadadores.

Nadei dos 6 aos 21 anos, fui campeã brasileira seis vezes e 36 vezes campeã paulista. Passei por todos os estilos e fui treinada quase por toda a carreira por meu pai, Hilário Rodrigues dos Santos. Ele era um estudioso que ensinou tudo para os filhos por meio de sua cultura. Foi um grande treinador. Com ele, além dos treinos fortes, aprendi sobre ética, determinação e toda a minha paixão por esporte.

Ao entrar na faculdade resolvi curtir a vida, sair, viver coisas novas. Isso durou muito pouco. Quando cursava o segundo ano de Educação Física na PUC Campinas, divulgaram uma prova de triathlon e resolvi me inscrever. Tinha vontade de fazer um esporte que ninguém me conhecesse e eu pudesse me divertir sem pressão. Nessa prova, sem treinar, fui quinta geral e ganhei a categoria feminina. Treinei um pouco e decidi fazer outras provas, entre elas fiz uma em Santos (atualmente o Troféu Brasil de Triathlon) e para minha surpresa fui quinta colocada geral, e o que era para ser uma diversão virou profissão novamente.

No triathlon conquistei muitos títulos, sempre treinando com dificuldades. Fui atleta profissional e ganhei um bom dinheiro nas provas e com patrocínios.

Um grande feito que falo com orgulho foi ser a primeira mulher brasileira a vencer a Fernanda Keller no auge de sua carreira. A Fernanda foi sempre um ídolo para mim e isso marcou definitivamente minha carreira. Até muito pouco tempo atrás, vencê-la era difícil, e na época que consegui era um feito quase impossível.

Treinei como profissional por um grande período e comecei a passar treinos para atletas amadores. Devido à grande carga de trabalho resolvi apenas treinar atletas e começar a competir na categoria amadora. Nesse período me diverti muito, viajava sem pressão e graças a minha condição física venci inúmeras provas, inclusive internacionais. Passado um certo tempo (por volta de 2004) abandonei de vez o triathlon e comecei a me dedicar de corpo e alma a dar treinos e a estudar para fazer atletas competitivos, tanto no nível profissional como no amador.

Vivo 100% do dia junto dos atletas. Fiz grandes projetos de escolinha com a Prefeitura Municipal de Campinas e abri uma consultoria esportiva para atender os inúmeros atletas que me procuravam.Tive o prazer de treinar grandes profissionais do triathlon. Dou treino de triathlon há mais de vinte anos e amo muito o que faço. Nesse meio tempo, também fiz provas de aventura e tive grandes resultados.

Em fevereiro de 2011, comecei a sentir dores fortes no pescoço, mal conseguia dormir. Passei quase 20 dias terríveis e resolvi procurar um médico, que me indicou uma cirurgia de coluna na região cervical, entre a C4 e a C6. Segundo ele era uma cirurgia simples e em quinze dias eu estaria bem.

Entrei para a cirurgia às 7 horas do dia 15 de março de 2011. Na maca me lembro que o enfermeiro, ao me levaram centro cirúrgico, perguntou: ‘Com emoção ou sem emoção?’. Eu respondi sorrindo: ‘Por favor, com emoção’. Eu mal poderia imaginar quantas emoções eu viveria depois.

Eu me lembro de voltar da cirurgia e ver meu médico dizendo que tinha terminado e me estendeu a mão. Não me lembro de ter conseguido alcançar a mão dele. Abri os olhos, acordada por uma movimentação perto da minha cama. Não conseguia ver as pessoas que estavam próximas aos meus pés. Pareciam estar de avental salmão. Era a troca do turno de enfermagem na UTI do Hospital Madre Theodora, em Campinas.

Ainda embriagada pela anestesia, ouvi: ‘Esta paciente fez cirurgia de coluna e ficou tetraplégica’. Senti um nó na garganta e o choro veio do fundo de minha alma e junto com ele uma falta de ar absurda e percebi que se chorasse não iria conseguir respirar. Meus pensamentos ficaram confusos e a partir daquele momento tive que controlar minha cabeça para literalmente sobreviver.

Perder todos os movimentos do corpo, sequer conseguir respirar sem a ajuda de aparelhos e esperar por alguma noticia de algum conhecido foi a mais dura das provas psicológicas que passei. O esporte me treinou a vida inteira para suportar esse sofrimento e tantos outros que vivi e vivo ate hoje. Fiquei muitos dias na UTI depois fui para o quarto, permanecendo mais tantos outros.

10584975_871125442900282_1116656200_nManter a cabeça focada e não deixar a tristeza invadir minha vida e a de meus familiares foi uma luta diária. O esporte me ensinou a não desistir, a ser determinada, a não acreditar em limites e me deu a base para começar minha recuperação.

Do hospital fui para a casa de meus pais, já falecidos, onde montaram uma sala para eu viver. Tinha enfermeiros das 7h às 19h e durante a noite meus irmãos cuidavam de mim. Completamente imóvel e dependente, comecei a não mais pensar em quem eu fui e passei a pensar em quem eu era agora. Como resolver os problemas? Criar uma nova vida e esquecer momentaneamente meu passado foi a melhor solução.

Sempre fui uma pessoa que vivi intensamente, dormia pouco para aproveitar mais, fazia muitas coisas ao mesmo tempo, tinha planos, estratégias e objetivos bem definidos. Nada podia me tirar do foco. Esportista de nascimento, isso era o que sabia fazer de melhor. O maior segredo foi usar essas armas do esporte para fazer meu corpo ‘morto’ renascer.

A primeira frase do dia era sempre: ‘Eu vou voltar a andar’. Tudo na cabeça funcionava como um extenso planejamento esportivo em que para alcançar um determinado tempo, você tem que unir muitos detalhes. Para andar tinha muitas coisas para conseguir antes.

Assim que me acomodei em casa, chamei os atletas profissionais que treinavam comigo e disse que eles poderiam ir embora, pois talvez eu demorasse um pouco para conseguir treiná-los como deveria. Eles não foram. Treiná-los de cima de uma cama foi um grande desafio. Chamei a Vanessa Gianinni e ditei os treinos para ela. Até para falar as frases eu me cansava. Lembro da primeira vez que eles entraram em casa e me viram. Meu coração parecia saltar do peito. Fiz reuniões com eles em torno da minha cama, passei instruções das melhores maneiras que eu podia e procurei trabalhar muito com a parte motivacional.

O tempo passou lentamente quando pensava nas minhas deficiências e o quanto o progresso era lento, mas o mesmo tempo voou quando eu pensava no futuro. O futuro chegava e muitas vezes não trazia com ele todos os meus desejos.

Não desistir nunca é a lição que levo do esporte. Hoje voltei a morar sozinha, dirijo e literalmente tento me virar para fazer tudo normalmente. Trabalho em tempo integral, apenas não consigo mais dar escolinha para iniciantes.

Nesse tempo de três anos ganhei novos amigos, perdi também outros, e mais do que nunca dou valor a todos aqueles que sempre estiveram ao meu lado. Não citarei nomes de pessoas para não correr o risco de esquecer de alguém, mas gostaria de citar grandes parceiros que nunca me abandonaram: Prefeitura de Campinas, Speedo Brasil, meu maior patrocinador e onde sou treinadora contratada e sempre me deram muito carinho, principalmente nos meus dias difíceis. Cia Athletica Campinas, que me esperou por dois anos e me acolheu novamente para dar treinos, fazendo adaptações na academia para me receber. Ascis, que cuida de vestir os meus pés, tão importantes nessa minha nova trajetória. Isma, na figura do meu amigo Fernando Silveira, e Marco Favero amigo e parceiro sempre.”

Rosana Merino

Danilo conquista pódio na Copa Africana

03
nov 2014

Danilo Pimentel, daniloatleta da seleção brasileira de triathlon, disputou no último sábado a Triathlon African Cup na cidade de Agadir, região turística do sul do Marrocos.

Com excelente desempenho, o brasileiro conseguiu fechar o ano do calendário da International Triathlon Union (ITU) no pódio, em terceiro lugar e somando pontos importantes para o início da próxima temporada internacional.

A prova, com formato olímpico (1.500 metros de nado, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida), teve natação em água fria e sem o uso de roupa de borracha, enquanto as outras duas etapas aconteceram numa temperatura que beirava os 30 graus, com tendência a chegar aos 33 na etapa de corrida, já que a largada aconteceu às 9 horas, de baixo de muito sol e vento.

Danilo saiu da água entre os cinco primeiros colocados, mas no início do ciclismo sofreu alguns ataques e acabou optando por acompanhar outro atleta mais atrás, pois, num percurso cheio de subidas e com muito vento, são favorecidos os pequenos grupos que tendem a se organizar melhor para conseguir vantagem.

Na frente, três atletas ganhavam espaço, enquanto Danilo e um francês trabalhavam para que o grande grupo da prova, com 12 integrantes, não chegasse. Porém, o grupo chegou por volta de 20 km da etapa de ciclismo e continuaria a lutar por importantes pontos do 4º ao 17º lugar.

Acreditando numa boa sequência de treinamentos e provas, Danilo saiu para correr forte e diminuiu a diferença da fuga, que era de 1’20”. Logo na primeira volta, passou mais um atleta e já assumiu a terceira colocação. A partir daí, conseguiu subtrair mais alguns segundos dos primeiros colocados, cruzando a linha de chegada a 1’ do vencedor, o espanhol Francesco Godoy, e a 20” do português, Felipe Azevedo.

Danilo segue os treinamentos em Portugal até o fim de novembro, quando regressa ao Brasil para fazer duas provas e continuar a base dos treinos pensando em 2015. Depois das próximas provas, ele passa um período de festas e descanso com a família em Belém, no estado do Pará.

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3Zone

CBTri

O atleta é patrocinado pela Força Aérea Brasileira, Speedo e CBTri e apoiado por Vitafor, Ceepo/Rotapro, Sigvaris, Instituto Camilo e Cia Athletica Campinas.

Danilo Pimentel em Marrocos neste fim de semana

30
out 2014

danilo

Danilo Pimentel estará no próximo sábado, dia 1º de novembro, na disputa da African Cup, na cidade de Agadir, no Marrocos, em busca de pontos no ranking da International Triathlon Union (ITU). A prova, que contará com mais um brasileiro, seis espanhóis, além de suíços, franceses e austríacos, entre outras nacionalidades, tem características bem europeias já que ocorre no norte da África. A largada será às 9 horas do horário local, com previsão de predominância de calor, porém mar gelado.

Apesar de essa não ser a prova-alvo, a participação de Danilo, número 2 na competição, é importante para que ele marque pontos e termine o ano em alta no ranking mundial.

O atleta é patrocinado pela Força Aérea Brasileira, Speedo e CBTri e apoiado por Vitafor, Ceepo/Rotapro, Sigvaris, Instituto Camilo e Cia Athletica Campinas.