Kazan, Pan-Americano, José Finkel… Competições pra dar e vender

17
abr 2015

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Descanso? Só se for um pouquinho. O fim do Maria Lenk 2015 sinaliza o começo da preparação para mais uma série de eventos competitivos, principalmente internacionais, na vida dos atletas da Speedo Elite e Future Team. Olha só o que eles ainda têm pela frente só nesse ano:

Pan-Americano de Toronto (julho)

O torneio multiesportivo é um dos pontos altos do ano. Primeiro, porque ele é um dos eventos classificatórios para as Olimpíadas e a natação é um dos esportes que tem direito a vagas. Em segundo lugar, ele é conhecido por ser o palco de grandes confrontos entre a elite da natação das Américas.

Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan (agosto)

O mundial é o grande evento de 2015. A nata da natação internacional estará presente em peso em Kazan, cidade russa tida como um dos centros econômicos e culturais do país. Do ponto de vista esportivo, a importância de Kazan se resume a um único ponto: ela é a maior ocorrência dos esportes aquáticos antes das Olimpíadas do Rio 2016.

Muitos atletas irão testar as águas lá e tentar garantir os índices necessários para obterem uma vaga nos próximos jogos olímpicos. E vale lembrar que os resultados de Kazan vão, com certeza, ditar a direção dos treinos de todos nadadores que almejam ganhar uma medalha de ouro no Rio.

Mundial Júnior de Singapura (agosto)

É, essencialmente, a mesma competição que rola em Kazan, mas é voltada aos jovens talentos da natação. Aqui nada a Gabi Roncatto, estrela da Speedo Future Team.

Troféu José Finkel (agosto)

Se enganou quem achou que o Troféu Maria Lenk era o único a ser conquistado aqui no Brasil. No final de Agosto, acontece o Troféu José Finkel, segundo maior torneio de natação em equipes do país.

Tá bom ou é pouco? Como deu para ver, o período entre julho e agosto vai ser bem movimentado para a natação brasileira. Pra vocês terem uma ideia, só listamos aqui as quatro maiores competições restantes de 2015, mas quase todo mês vai ser contemplado com algum evento regional, onde outras feras vão tentar fazer história. Haja fôlego para tanto desafio!

Maria Lenk: a mãe da natação brasileira

10
abr 2015

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Oitavo lugar. Muitos acreditam que esta não é uma posição digna de uma campeã, ainda mais numa Olímpiada, mas vamos lá: quem fala isso sem entender a história dessa lenda da natação brasileira não pode estar mais errado.

Maria Lenk, a nadadora que teve seu nome eternizado em um troféu e um parque, começou a nadar aos 10 anos. O motivo? Uma pneumonia. Os pais, imigrantes alemães, julgaram que a natação faria muito bem a sua filha após o susto. A decisão foi tomada também em vista de um drama familiar. Maria havia perdido a sua irmã gêmea, Hertra, aos 6 meses de idade, em decorrência de uma complicação na saúde da menina.

De lá para as Olímpiadas de Los Angeles em 1932 foram sete anos de muito treino, inclusive, várias dessas preparações foram realizadas no rio Tiete, na sua época áurea, em meados de 1925, quando ainda era possível nadar e praticar esportes nele.

Aos 17 anos, Maria Lenk era, inegavelmente, atleta de nível mundial. Foi convidada a participar do embate olímpico em Los Angeles após nadar excepcionalmente bem num torneio interestadual, que contava com apenas duas outras meninas dentre os competidores. E foi. Num navio cargueiro, o Itaquicê, e numa viagem que duraria um mês.

Sem treinar durante o período do embarque até o desembarque nos Estados Unidos, sem equipamentos, tendo que vender café para cobrir as despesas da viagem, nadando com maiô emprestado e, talvez o fato que causasse mais estranhamento, pelo menos na época, sem a companhia do pai numa delegação composta por ela e mais 66 homens, Maria Lenk conseguiu se sagrar oitavo lugar na competição mundial.

Não houve festa no seu retorno ao Brasil. Para falar a verdade, nenhum atleta foi recebido com louros. Maria Lenk e seus companheiros de delegação desembarcaram num Brasil em plena revolução constitucionalista.

Após sua participação em Los Angeles, Maria nunca mais se afastou da natação. Foi se tornar professora na cidade de Amparo (SP). Lá voltou a enfrentar o preconceito: o bispo da região não aprovava os esforços que Maria vinha fazendo para difundir a natação pela cidade, o que em contrapartida, aumentava muito o número de pessoas em trajes de banho, vistos como imorais pela igreja.

Maria não se acanhou: continuou a lutar pela natação brasileira em Amparo e pelo país afora. Seus recordes começaram a aparecer em 1939, um pouco depois do que ela mesma gostaria. Em 1936, seu sonho olímpico foi novamente atrasado, dessa vez por causa da 2ª Guerra Mundial. Mas em 39, ela tirou o atraso, estabelecendo dois recordes: 400m e 200m, ambos peito.

Se aposentou em 42, mas permaneceu uma figura ativa na natação. Sendo honrada e, finalmente, tendo a sua importância para o esporte do Brasil reconhecida em 2007, quando o Troféu Brasil de Natação foi rebatizado com o seu nome.

Morreu aos 92 anos e como não poderia deixar de ser, perto de uma piscina. E hoje, inspira milhares de jovens brasileiros que desejam deixar nas águas um legado tão forte quanto o dela.

Definitivamente, uma guerreira!

Troféu Maria Lenk: aquecimento para Kazan e Rio 2016

03
abr 2015

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Originalmente conhecido como Troféu Brasil de Natação, o Troféu Maria Lenk é, ao lado do José Finkel, uma das maiores competições brasileiras de natação por equipes. Realizado desde 1962, o campeonato serve como termômetro do nado no Brasil, revelando talentos, confirmando e desbancando favoritismos.

Apesar da forte presença nacional, o evento normalmente recebe a nata da natação internacional. E isso tende a ficar especialmente claro nesta 55ª edição do Troféu, que antecede as Olímpiadas do Rio de Janeiro. Aliás, o Troféu é um dos eventos testes protocolados pelo comitê olímpico.

Inúmeros atletas de fora do Brasil deverão comparecer e lutar por índices mundiais no Parque Aquático Jorge Frias de Paula, ambiente administrado pelo Fluminense, como uma forma de, literalmente, testar as águas e a competição local.

Vários clubes estão importando os atletas estrangeiros, oferecendo a eles uma base temporária, permitindo que eles estiquem suas asinhas (e braços) nas terras tupiniquins durante o decorrer do torneio. Em contrapartida, os próprios clubes se fortalecem e lutam para manter ou tomar o controle do Troféu, que desde a sua invenção, tem sua posse revezada por clubes do Rio, São Paulo e Minas, principalmente: Flamengo, Fluminense, Pinheiros e o Minas Tênis Clube.

Neste ano, o mais provável é que assistamos uma invasão argentina. Nove hermanas já estão confirmadas, além de atletas dinamarquesas e húngaras.

Ah, e você lembra que no começo do post escrevemos que a competição trocou de nome? Pois bem, isso aconteceu em 2007. O campeonato foi rebatizado para homenagear a grande nadadora Maria Lenk, 1ª mulher sul-americana a competir numa olímpiada. Mas falaremos mais sobre ela no próximo post.

De resto, nos cabe ficar na torcida pelos nossos nadadores favoritos: a galera do Speedo Elite Team!

Os quatro estilos da natação

01
abr 2015

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Caros leitores, esta é a minha primeira matéria no blog da Speedo. Será um prazer poder compartilhar mensalmente por aqui um pouco mais sobre a natação e as águas abertas.

Por isso, neste primeiro artigo, farei uma introdução sobre os quatro estilos da natação (crawl, costas, peito e borboleta) e uma citação ao nado medley. Vamos lá!

Nado crawl: É o primeiro estilo que o iniciante na modalidade aprende nas aulas de natação. Considerado o mais rápido dos quatro ele também é o preferido nas provas de nado livre. O nadador fica com o peito para o fundo da piscina e movimenta os braços para cima e para baixo de forma alternada, assim como as pernas. A respiração pode ser feita de forma lateral (normalmente utilizada em provas de piscina) ou de forma frontal (usada em provas de águas abertas).

Nado costas: Aqui o nadador fica na posição inversa do nado crawl, com as costas voltadas para o fundo da piscina. Para se locomover os braços fazem movimentos alternados em rotação e é preciso bater as pernas na água também de forma alternada. Esse nado tem algumas particularidades em relação aos demais estilos. É o único onde o nadador não precisa tirar a cabeça da água para respirar, a saída é feita dentro da água e há bandeirolas no alto para orientar o atleta.

Nado peito: É o estilo mais técnico da natação. Aqui o nadador precisa movimentar os braços e pernas de forma sincronizada. As pernas são estendidas para trás e quando esticadas deixam o corpo na posição horizontal. Ao mesmo tempo os braços precisam “puxar” a água de frente para trás. Esse movimento joga o peito do atleta para frente e faz com que a cabeça dele fique fora da água para poder ser feita a respiração.

Nado borboleta: Também conhecido como golfinho, é o último nado que o atleta aprender a executar. É também considerado o mais difícil. Aqui o nadador precisa fazer ondulações com o corpo todo durante o percurso inteiro. Para efetuar a braçada o atleta precisa puxar a água com os dois braços simultaneamente, jogá-los para trás e depois esticá-los a frente do corpo. A respiração é feita durante este processo quando a cabeça emerge da água.

A junção dos quatro estilos acarreta no nado medley. Aqui o nadador precisa nadar os quatro de uma só vez na seguinte ordem: borboleta, costas, peito e crawl. Em provas de revezamento a ordem muda e passa a ser a seguinte: costas, peito, borboleta e crawl.

gui-uspPor Guilherme Freitas

É jornalista formado pela UniFMU, pós-graduado em Globalização e Cultura pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e mestrando em Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo. Atualmente é jornalista da Revista Swim Channel e colaborador de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil. Acompanha a natação competitiva há quase dez anos em coberturas de campeonatos da modalidade no Brasil e no exterior.

Nadando com categoria

27
mar 2015

27_03_15_BlogNataçãoA natação, realmente, é um esporte para todos. Inúmeras faixas etárias são contempladas em diferentes categorias de nadadores. Seja você um jovem de 19 anos almejando um pódio internacional ou um senhor de 60 querendo competir, mas, mais como uma forma de afastar o tédio do que para ganhar de uma forma propriamente dita, pode ter certeza: há espaço para você.

         Olha só:

  • Pré-Mirim: até 8 anos
  • Mirim 1: 9 anos
  • Mirim 2: 10 anos
  • Petiz 1: 11 anos
  • Petiz 2: 12 anos
  • Infantil 1: 13 anos
  • Infantil 2: 14 anos
  • Juvenil 1: 15 anos
  • Juvenil 2: 16 anos
  • Junior 1: 17 anos
  • Junior 2: 18 e 19 anos
  • Sênior: 20 anos em diante
  • Pré-Master: 20 a 24 anos
  • Master 25+: 25 a 29 anos
  • Master 30+: 30 a 34 anos

Vale lembrar que existem algumas exceções para as regras acima. Por exemplo: alguns organizadores de eventos podem optar por realizar competições mistas, onde certas categorias competem ao mesmo tempo, na mesma piscina, mas são premiadas em separado. Nesses casos temos a seguinte divisão: Infantil (de 13 a 14 anos), Juvenil (15 a 16) e por aí vai.

Essa separação por classes também pode acontecer de forma diferente em competições internacionais, onde se aplicam as categorizações locais, caso o país sede não siga à risca a estrutura da FINA.

Por fim, temos os revezamentos. Nas provas do tipo com atletas juvenis, todos os membros da equipe precisam fazer parte de uma faixa etária especifica, enquanto nos Masters o que vale é a soma total das idades dos componentes do time. Ou seja, numa prova Masters 80+, a idade total obtida da soma da idade dos participantes precisa estar entre 80 até 99 anos, Masters 90+, de 100 até 119 e daí em diante.