São Silvestre: Dicas para fazer bonito na maior corrida do Brasil!

11
dez 2015

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Chega o fim de ano e começam os preparativos para a São Silvestre. É gente correndo pra lá e para cá nos parques e ruas do Brasil, se esforçando para garantir que as suas participações na prova sejam as melhores possíveis. Também pudera: a São Silvestre não é só um marco de final de ano. Ela é também, um marco de superação na vida de muitos corredores.

Se o seu sonho é correr bem a São Silvestre, então, você veio ao blog certo. Separamos algumas dicas que vão ajudá-lo a fazer bonito na prova. Confira:

Treine as suas subidas e descidas

Sai ano, entra ano e muita gente ainda cai na mesma armadilha: Achar que, por ser praticamente uma celebração de fim de ano, a São Silvestre é uma prova tranquila. Há, há.

A corrida de São Silvestre é, facilmente, uma das provas mais exigentes e desafiadoras que acontecem no território brasileiro. Uma das razões disso, é a presença de várias subidas e descidas íngremes pelo decorrer do percurso. É só olhar para a parte que passa pela Av. Brigadeiro Luís Antônio, uma das mais famosas de São Paulo. São 2,5km de pura subida.

Antes de pensar em correr a São Silvestre, é melhor fortalecer a musculatura das pernas, para aguentar o tranco e treinar a sua corrida em subidas e descidas. Sim: descidas também. Vários corredores por aí se esquecem de controlar o ritmo durante estas etapas da prova e acabam pagando o pato nas fases seguintes. Portanto, saiba subir e descer sem se acabar.

Encontre o seu ritmo

Dois fatores vão forçá-lo a adaptar o seu ritmo de prova: o enorme número de competidores e o número de curvas, subidas, descidas e os trechos de asfalto irregular (sabe como é, São Paulo…) espalhados pelo percurso.

Como as chances de você não ser um atleta da elite são altas, muito provavelmente, você irá iniciar a prova no meio do povão. A dica é desacelerar, começar bem tranquilo, sem dar a mínima para os tempos de prova. Assim, você conserva energia e pode se concentrar em atingir o maior objetivo da São Silvestre: completar a corrida.

Aumente a sua resistência

Some o percurso irregular à mudança constante de ritmo de prova e ao calor de Dezembro e você terá a razão pela qual os treinos de resistência são tão importantes para a São Silvestre.

Uma boa ideia é ficar de olho na sua consistência: seu fôlego deve durar algo em torno de 10 a 12km, sem grande desgastes. Aproveite também, para se preparar para os últimos 3km da prova. É nessa última etapa que você deve abrir todas as suas válvulas e correr a plenos vapores.

Quenianos: os mestres da corrida.

20
nov 2015

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É incontestável: quando falamos de corridas e maratonas, os quenianos estão muito a nossa frente de qualquer outro povo. Você deve estar aí, se perguntando o que os torna corredores tão capazes. Bom, não há um consenso.

Alguns especialistas defendem a herança genética. Como muitos quenianos nascem e crescem em lugares de altitude muito elevada seus corpos rapidamente se adaptam ao ar rarefeito, adquirindo capacidades pulmonares que vão muito além do corredor comum. Pulmões mais fortes e eficientes aumentam o número de hemácias no sangue, as células vermelhas responsáveis por transportar o oxigênio pelo organismo. Por sua vez, esse transporte eficaz aumenta a economia de energia do corpo, o que permite que eles façam movimentos mais complexos e eficientes sem gastar tanto o seu fôlego.

Outra razão que pode justificar a capacidade invejável que os quenianos têm de correr, é cultural. Sim, cultural! Os quenianos são um povo guerreiro. Eles treinam duro e bota duro nisso. Eles aprendem cedo a se manter ativos, a favorecer uma alimentação simples, saudável e rica em carboidratos e com pouquíssima gordura. Eles treinam em altitudes acima de 2.000 metros, em terrenos de terra batida, o que diminui o risco de lesão, mas exige o desprendimento de forças maiores a cada passada. Subidas? Descidas? Terrenos acidentados? Nada disso é motivo para deixar de treinar. A pobreza do seu país também não os impede em nada. Pelo contrário, eles enxergaram na corrida uma oportunidade de oferecer melhores condições de vida para as suas famílias. E agarraram essa chance com unhas e dentes, algo que só os grandes campeões são dignos de fazer.

Olha só um exemplo: a tetracampeã da Maratona de Boston, Catherine Ndereba, revelou certa vez que corria 120k por semana. Isso parece ser muito pouco perto dos 180k médios corridos por atletas de outros cantos do planeta. Parece. Ela divide o treino de forma a correr 3 vezes todo santo dia, sempre em ritmo de prova, o que aumenta muito a sua capacidade de se manter veloz por longos períodos de tempo.

Por essas e outras os quenianos não são apenas exemplos de corredores. Eles são, também, exemplos de vida.