As diferenças entre a piscina longa e a piscina curta

26
mai 2015

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Todos os anos acontecem campeonatos mundiais de natação. Em anos ímpares o evento acontece na piscina de 50 metros de cumprimento e nos anos pares a competição se dá na piscina de 25 metros. Mas por que existem duas piscinas com medidas diferentes? E qual é a principal diferença entre elas? Vamos abordar isso nesta coluna de hoje.

A piscina longa é a mais tradicional e importante da natação. Ela tem 50 metros de cumprimento e também é chamada popularmente de piscina olímpica. Já a piscina curta tem exatamente a metade do cumprimento da piscina maior e é chamada de semi-olímpica. Essa é a única diferença entre as duas, já que as medidas técnicas são semelhantes em vários quesitos.

Normalmente as piscinas projetadas para receber competições têm até 3 centímetros a mais em ambas as cabeceiras, um espaço destinado para a colocação das placas de toque, que captam a batida de mão e pés dos nadadores ao fim de prova ou passagens de parciais. Não existe uma regra que determine a profundidade ideal para a piscina, porém, é exigido o mínimo de 1,35m nas cabeceiras (onde estão os blocos de partida) e entre 2m a 3m de profundidade no meio da piscina. A distância entre as raias também são iguais em ambas as piscinas, uma largura mínima de 2,5m.

Os tempos e recordes na piscina curta são sempre mais baixos em relação a longa. O motivo para essa diferença de tempos se dá ao maior número de voltas, já que o nadador precisa fazer mais viradas e acaba pegando mais impulso na parece a cada passagem. Por isso, nadadores mais técnicos e habilidosos em fundamentos conseguem ter melhores resultados na piscina curta do que na longa.

E você? Qual é a sua piscina favorita?

gui-uspPor Guilherme Freitas

É jornalista formado pela UniFMU, pós-graduado em Globalização e Cultura pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e mestrando em Estudos Culturais pela Universidade de São Paulo. Atualmente é jornalista da Revista Swim Channel e colaborador de imprensa da FINA (Federação Internacional de Natação) no Brasil. Acompanha a natação competitiva há quase dez anos em coberturas de campeonatos da modalidade no Brasil e no exterior.

Nicholas Santos a caminho do seu 6º Mundial de Curta

01
dez 2014

Campeonato Mundial FINA em Piscina Curta

Foto: Satiro Sodré

Aos 34 anos de idade, Nicholas Santos vai ser o mais experiente nadador da equipe brasileira no Campeonato Mundial de Piscina Curta em Doha. Mais que isso, Nicholas vai para o seu sexto mundial de curta e isso combinados com os cinco mundiais de longa serão 11 participações em Campeonatos Mundiais, mais do que qualquer outro nadador em atividade no Brasil.

Nos Mundiais de Curta, Nicholas estreou em Moscou, na Rússia, em 2002. Isso foi um ano depois da sua estréia nos Mundiais de Longa em Fukuoka, no Japão. Naquele ano, Nicholas ficou nas eliminatórias dos 50 livre, mas chegou até as semifinais dos 50 borboleta terminando em 13o lugar com 24.15.

Seu primeiro pódio aconteceria na próxima edição, em Indianápolis, 2004. Lá, foi onde o Brasil teve uma de suas melhores performances e Nicholas foi bronze nos 50 livre (21.71) e prata no revezamento 4×100 livre além de chegar a final nos 100 livre e terminar na oitava colocação.

No Mundial seguinte, em Shanghai 2006, Nicholas chegou a duas finais, quinto no 4×100 livre e sétimo nos 50 livre (21.90). Os 50 borboleta (24.19) ficaram nas eliminatórias em 21o lugar.

Ausente em Manchester 2008, Nicholas focava na preparação olímpica de Beijing. Voltou aos Mundiais de Curta em 2010, em Dubai, onde integrou o revezamento 4×100 livre medalhista de bronze além do quarto lugar nos 50 borboleta (22.45) e um 13o nos 50 livre (21.43).

No último Mundial, em Istambul, na Turquia, em 2012, Nicholas foi com dois objetivos, e apenas dois. Vencer a prova e bater o recorde mundial dos 50 borboleta. O ouro saiu, o recorde não. Venceu com 22.22, o recorde permanece com o alemão Steffen Deibler desde 2009 com 21.80.

Nesta sua campanha em Mundiais de Curta, Nicholas acumula quatro medalhas, um ouro, uma prata, dois bronzes. São 8 finais e 2 semifinais.

Para Doha, Nicholas vai com o segundo tempo do mundo nos 50 borboleta. Sua marca do Finkel, 22.43 só perde para os 21.98 feitos por Chad Le Clos no Circuito da Copa do Mundo. Por sinal, estes 21.98 é a melhor marca da era pós-trajes para a prova. Um desafio dos bons para Nicholas que vai em busca de se sagrar bi campeão mundial e, quem sabe, desta vez quebrar o recorde que ficou faltando em 2012.

Leia a matéria: BestSwimming

 

Etiene Medeiros leva o bronze nos 50m costas na etapa de Tóquio da Copa do Mundo

28
out 2014

Foto: Satiro Sodré

Etiene Medeiros conquistou nesta terça-feira a medalha de bronze nos 50m costas na etapa de Tóquio da Copa do Mundo de piscina curta. Com o tempo de 26s56, a brasileira ficou atrás da britânica Francesca Halsall (26s42) e da norte-americana Felicia Lee (26s47).

– Estou bem feliz, nadando em um nível bom, diferenciado. Poder disputar uma final, estar entre as melhores nesse momento antes do Mundial é primordial – disse Etiene, que em dezembro vai disputar em Doha, no Catar, o Campeonato Mundial de piscina curta.

– Minha virada foi ruim, minha ondulação não foi muito boa. É bom estar aqui para ajustar essas questões – completou a nadadora, que volta à piscina nesta quarta para a disputa dos 100m costas.

Fonte: Ahe! Brasil