Da piscina para o mar

08
jan 2016

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Morar longe do mar não é desculpa para nadadores de verdade. Se eles tiverem acesso a uma piscina e um pouco de força de vontade podem se preparar para nadar onde for. Como? Assim:

De olhos bem fechados

Uma das maiores dificuldades de quem troca as piscinas pelo mar é a orientação. Na natação em piscinas, os nadadores se acostumam a utilizar o fundo das mesmas para se orientar e alinhar o corpo. No mar não há essa moleza e, muitas vezes, um nado que deveria ser reto, acaba com alguns bons vários metros de desvio.

Quer ter um resultado melhor? Treine nadar de olhos fechados na piscina. Faça isso umas 10 vezes (ida e volta) e, depois, repita a dose com os olhos abertos e retos. Repita o exercício até perceber que você conseguiu se manter numa linha reta constante enquanto nadava com os olhos fechados.

Treine saídas rápidas e fortes

Uma outra característica da natação em águas abertas é a sua saída rápida. Quem já participou ou assistiu uma prova realizada no mar sabe que o bolo de atletas que se forma no começo da competição é um tormento. Por isso mesmo, a elite costuma imprimir um ritmo mais veloz nas saídas, na esperança de se distanciar ao máximo dessa turma.

Ah! Aproveite acostume-se a baixar o ritmo de forma gradual também. De nada adianta tentar nadar na sua velocidade máxima durante toda a prova: você só vai se cansar mais rápido e não terá energias para dar um gás na reta final.

Nade economicamente

Falando em gás, a forma mais eficiente de economizar energia dentro da água é nadando um número maior de metros com menos braçadas. Conte quantos movimentos você precisa para ir de uma extremidade da piscina até a outra e vá abaixando esse número nos seus treinos.

Treinando os novos talentos da natação.

05
dez 2015

Blog

Todo professor de natação tem duas missões: A primeira, é ensinar técnicas e polir as habilidades dos seus alunos. A segunda, é garantir que o amor pela natação perdure pelo resto da vida deles. Esse post é dedicado aos professores de primeira viagem e aos bons e velhos veteranos que estiverem procurando por algumas dicas para darem um “tchan” nas suas aulas. Esperamos que gostem!

Conheça cada aluno

Na correria do dia-a-dia, falar é mais fácil do que fazer isso. Mas, faça um esforço e conheça as forças e fraquezas de cada um dos seus discípulos. Isso te ajudará a criar e alterar o conteúdo das suas aulas com mais clareza e de acordo com as necessidades da turma ou, se for o caso, de um aluno em particular.

Ah! E quando falamos em conhecer, não estamos nos referindo apenas às habilidades atléticas dos seus protegidos. Conheça as suas personalidades e demonstre interesse neles como pessoas. O lado pessoal influencia tanto ou até mais, a performance de um atleta quanto o lado prático.

Monte grupos com habilidades semelhantes

Intimidação e inveja são duas coisas que podem fazer os seus alunos desistirem das aulas rapidamente. Ver alguém se sair muito melhor do que você numa dada atividade, independente da diferença de experiência entre você e o seu colega, nunca é uma coisa muito agradável. Ainda mais quando você mesmo está tendo dificuldade em dominar uma determinada técnica.

O melhor jeito de se contornar essa dificuldade é criando grupos com base nas habilidades individuais de cada aluno. Junte nadadores de uma mesma classe em um grupo só. Isso, inclusive, vai te ajudar a colocar em prática a primeira dica.

Crawl: Do básico ao pódio

25
set 2015

25_09_blog_natacaoNão tem segredo: para um bom nadador, executar os estilos básicos de nado é tão simples quanto respirar. E essa máxima é especialmente válida para o crawl, o estilo mais versátil, usado tanto nas piscinas, quanto em mar aberto.

 

Portanto, se você quer se dar bem nadando, é bom saber nadar peito. E foi pensando nisso que preparamos este post para você.

 

Nado harmonioso

No crawl, braços e pernas precisam funcionar como uma máquina. Enquanto os braços estiverem submersos executando o famoso movimento em S, aquele no qual as mãos desenham um pequeno arco e terminam por colar no corpo do atleta, as pernas precisam permanecer alternando entre chutes e leves flexões dos joelhos. Tudo sincronizado para não usar força desnecessária e se cansar no meio da prova.

 

Uma dica: A primeira parte do braço que deve sair da água é o cotovelo. Eles devem emergir antes das mãos. Isso permite ao atleta cobrir uma grande quantidade de água com diferentes partes do braço e adquirir mais velocidade durante a puxada.

 

Lado A e Lado B

A respiração no lado crawl é lateral. Uma técnica excelente é a 2×1: a cada duas braçadas, uma respiração. Gire o rosto para o lado escolhido (lembre-se de fazê-lo em conjunto com o movimento do braço) durante a fase de recuperação, mantendo uma das suas orelhas dentro da água. Braço e cabeça submergem quase que ao mesmo tempo. A cabeça deve fazê-lo um pouco mais rapidamente do que o braço.

 

E o treino?

Essa é fácil: para melhorar o seu nado crawl na base do treino, a primeira dica é nadar com um só braço, deixando o outro estendido. Qual a razão disso? Memória muscular. Você vai acostumando cada um dos seus membros a realizar o movimento correto. Faça isso alternadamente, até sentir que está executando as braçadas naturalmente.

 

A segunda dica é usar um flutuador para manter as pernas flutuando durante o treino e se concentrar nas braçadas. ;D

 

Gostou das dicas? Quer compartilhar alguma conosco? É só postar nos comentários! Bons treinos!