Correr, sem perder a gentileza.

25
jul 2015

 

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Correr virou um hábito para muitos brasileiros. É gente correndo pra cá, gente correndo pra lá e, de vez em quando, se forma um congestionamento de corredores, como não se vê nem no trânsito.

E é por isso mesmo, que não faz mal conhecer algumas regrinhas de etiqueta durante a corrida. Vamos lá:

1 – Os parques e ruas não são seus. São de todos. Quem está correndo num ritmo mais acelerado precisa, sempre, prestar a atenção e respeitar quem corre e anda devagar. Cuidado com os esbarrões!

2 – E já que estamos falando sobre ruas, procure correr nas calçadas, de preferência nas mais amplas e respeitando a regra anterior. Caso você tenha que ir para o asfalto, atenção redobrada nas curvas com fluxo contrário ao que você está correndo. Você não quer dar de cara num carro e nem o motorista quer que isso aconteça. Lembre-se: respeito é uma via de mão dupla.

3 – Ah! Nunca se esqueça de atravessar na faixa e respeitar as sinalizações.

4 – Conheça as regras referentes as ciclovias da sua região. Algumas cidades permitem que as pessoas corram nesses espaços, outras, proíbem a pratica, destinando as faixas única e exclusivamente para as bicicletas.

5 – Correr ouvindo música pode ser muito bom. E também pode dar muito errado. Em lugares onde o fluxo de pessoas é maior, recomenda-se deixar os fones em casa. Você pode se distrair escutando a sua música favorita e acabar trombando em alguém ou algo pior.

Viu só? Como tudo na vida, correr também é uma questão de bom senso. Respeitando o próximo, todo mundo aproveita e você consegue correr feliz e focado. Siga as dicas e bons treinos!

 

 

A importância do planejamento

24
nov 2014

planDecidir começar a nadar já é o primeiro passo, ou a primeira braçada. Querer se movimentar e cair na água é ótimo e traz muitos benefícios físicos e mentais. Porém, caso você não tenha prática na natação, só a vontade e uma piscina não bastam. No início a instrução de um profissional e o planejamento de treinos são fundamentais.

O primeiro motivo para afirmarmos isso é óbvio, mas precisa ser dito: imprevistos acontecem! Profissionais de educação física possuem conhecimentos prévios para evitar que eles aconteçam ou ainda para saberem como proceder caso ocorram. Isso é muito válido principalmente no caso de lesões.

Seguir um planejamento bem estruturado também tem a vantagem de poder medir seu desenvolvimento e saber o que, quando e como mudar certas características. Quando um profissional está envolvido em um projeto com um atleta, ele saberá como administrá lo, além de traçar metas verdadeiras.

Outro ponto importante é que você terá a motivação inicial renovada. O estímulo será constante e você terá alguém dedicado e que se importa com o seu desenvolvimento.

Por isso, quando pensar em começar a nadar, nade sim, mas procure orientação profissional.

Começando na idade certa

18
nov 2014

velho1Quem se identifica ou procura se informar sobre o universo da natação já está acostumado a ouvir e ler que esse esporte traz enormes benefícios à saúde em qualquer idade. E isso geralmente se aplica a outros esportes também. Porém, quando falamos de terceira idade, atividades na piscina são as mais recomendadas.

Os benefícios já começam no campo respiratório. O aumento do controle da respiração e a capacidade máxima de oxigenação é uma das mudanças mais sentidas. O sistema respiratório é muito exigido durante a natação, o que faz com que os pulmões se adaptem à nova rotina.

Nadar também é um exercício completo, que utiliza todos os grandes grupos musculares. E para que todos funcionem em sintonia é importantíssimo desenvolver uma boa circulação sanguínea, para ter certeza de que responderão na hora certa. Quando não nos exercitamos, com o passar do tempo o corpo já entende que essa função não é tão importante e acaba deixando de lado tal função.

Outro risco que existe no caso de exercícios para idosos é referente às lesões ósseas. Quando atingimos uma certa idade nosso corpo diminui drasticamente a produção de cálcio, fundamental para a construção dos ossos, e isso aumenta a necessidade de repor esse mineral por meio da alimentação. Porém esse problema é agravado com a força da gravidade e com os impactos, o que já não ocorre na natação, pelo fato de o atleta não ter contato físico com nenhuma superfície sólida.

Além dos benefícios para o corpo, exercitar-se faz bem para a mente também. O esporte aumenta a disposição e a autoestima. Fora a oportunidade de socialização, algo muito importante para pessoas da terceira idade que tiveram suas rotinas mudadas drasticamente. E ainda podemos destacar o tempo de dedicação aos próprios interesses, o que eleva o bem-estar e a capacidade cognitiva.

Por tudo isso, não importa a sua idade, você pode procurar um profissional para orientá-lo e começar a nadar hoje ou amanhã e ter certeza de que ganhará muito com isso.

Saber correr atrás do prejuízo

09
nov 2014

correr1Conhecida como um dos esportes mais democráticos, a corrida tem atraído muitos praticantes mundo afora, incluindo o Brasil. As razões para largar o sedentarismo são diversas, mas as mais comuns são referentes à saúde, uma busca por melhorias para o próprio corpo, e à acessibilidade, uma vez que qualquer pessoa com um tênis e gás começa a correr.

Apesar de toda facilidade é necessário seguir algumas dicas antes de abrir a porta e sair dando passos mais longos pela rua. O acompanhamento profissional, não só apenas na corrida mas em todos os esportes, é fundamental. Profissionais da saúde saberão exatamente como orientar você, independentemente do seu nível a, por exemplo, alimentar-se adequadamente, a administrar a temperatura do ambiente e do seu corpo e, por mais que você já faça isso desde que nasceu, até a respirar corretamente durante o exercício.

Outro ponto importante é a escolha do equipamento certo. A curto prazo isso não vai prejudicar você, porém, depois de correr 10km por dia, durante dois meses, usando um tênis sem amortecimento adequado, seus joelhos e as costas pedirão para você passar mais um ano no sedentarismo. Além do tênis, a roupa usada vai ajudar na sua performance, dependendo da temperatura do ambiente e da sua movimentação.

Para iniciantes, pode ser que a nova rotina seja desgastante e, por mais que a sua animação fale “corra”, suas pernas dirão “amanhã, por favor”. Isso porque a musculatura se desenvolve em um ritmo mais lento que a capacidade respiratória. Nessas situações é recomendável alternar as corridas com academia e bicicleta, que não forçam tanto e não deixarão você perder o ritmo.

Outra dica, que de tão importante deveria ser chamada de lei, é cuidar da hidratação. O seu corpo sempre vai pedir mais água após os treinos para ter de volta a água gasta e, durante o dia, para ajudar na recuperação muscular.

E um último toque é manter-se motivado! Duas alternativas para isso é procurar alguém para se aventurar com você nessa nova vida ou escutar música enquanto corre mesmo. O importante é sempre querer correr mais uma vez.

Crianças pequenas podem praticar natação?

26
out 2014

A natação é um dos esportes eleitos por muitos pais como o ideal para os seus filhos. Os argumentos para a escolha vão desde a segurança – já que saber nadar é também uma questão de sobrevivência – ao fato de ser uma atividade bastante completa, na medida em que movimenta todos os grupos musculares, desenvolvendo também a capacidade aeróbica e motora das crianças. “Além da parte física, a natação é um esporte que favorece o lúdico, principalmente quando se trabalha em grupo”, afirma Beatriz Perondi, pediatra e médica do esporte do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas.

Idade recomendada

Entretanto, muitos mitos e dúvidas rondam a prática da natação, principalmente na primeira infância. A idade recomendada para o início, por exemplo, já é controversa. Há pediatras que recomendam desde os 6 meses e outros acham melhor esperar, pelo menos, até os 2 anos de idade, senão mais. “O Felipe teve o aval da pediatra aos 2 anos e meio. Acho que ele se assustou, não tinha maturidade para entender a dinâmica das aulas”, afirma a mãe Mariana Waisberg.

Já a pequena Luiza, de 3 anos, começou a fazer aulas junto com os pais e em menos de quatro meses já estava na piscina apenas na companhia do professor. “O pediatra sempre estimulou a prática da natação. Resolvemos esperar um pouco para que ela tivesse mais autonomia e segurança. Mas ela nunca teve medo, sempre gostou e aproveita ao máximo o tempo que tem na piscina”, conta o pai Emerson Nishitani.

De modo geral, é entre 3 e 4 anos de idade que a criança vai obter um rendimento maior na natação. “Antes disso, a prática pode até ser recomendada mais como uma brincadeira, um momento prazeroso, inclusive entre pais e filhos. A criança muito pequena não entende o perigo da água, por isso é preciso ter cuidado para que ela não fique traumatizada”, constata Eliane Alfani, pneumologista e pediatra do Hospital São Luiz.

Aptidões e vontades

A partir do momento em que a criança anda, é fundamental que ela se exercite, ainda que seja de maneira lúdica. Correr e brincar é essencial para um desenvolvimento físico e emocional saudável. Portanto, a escolha da natação como atividade física deve considerar as aptidões e vontade da criança. “Eu até insisti, mas a pediatra foi categórica. Pediu para eu não forçar o Felipe. Foi a melhor coisa que eu fiz. Ele voltou a fazer aulas no final do ano passado. Hoje ele está com quase 4 anos e se sente bem mais seguro e à vontade na água. Agora ele compreende a rotina, faz imersões, fica na horizontal”, diz Mariana, que também é mãe de Manuela, com quase 2 anos. “Agora eu aprendi. A Manu não vai tão cedo para a natação”, complementa.

Assim como a maioria dos esportes, nadar não tem contraindicações desde que cada caso, ou seja, cada criança, seja analisada isoladamente. “Cada criança é de um jeito e tem um histórico clínico diferente. Crianças com quadros alérgicos de pele – dermatite atópica – ou que apresentem problemas frequentes de infecção no ouvido – otites – devem ser muito bem orientadas antes de iniciarem a prática. Às vezes é preciso prorrogar a iniciação para que não seja mais prejudicial do que saudável”, diz Paulo Telles, médico pediatra do Hospital Albert Einstein.

O mesmo alerta vale para quem encara o esporte como salvação para crianças asmáticas e com crises de bronquite. “A natação não cura nada, nem asma, nem outras alergias respiratórias. Funciona muito bem como um complemento, pois desenvolve a caixa toráxica, o padrão respiratório, e pode diminuir o sofrimento das crises. Mas não é tratamento”, frisa a pneumologista Eliane Alfani.

Piscina com pé direito

Segundo os pediatras, atentar para o tratamento da água da piscina em que a criança nada é essencial. Uma pequena porcentagem de cloro sempre existe e é obrigatória pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em todas as piscinas de uso coletivo. Mas hoje muitas são salinizadas ou tratadas com ozônio, o que reduz consideravelmente a quantidade de cloro, que pode causar alergias de pele, olhos e narinas, minimizando incômodos frequentes nos pequenos nadadores.“Uma piscina com pé-direito alto é mais recomendável, pois assim o cloro evaporado fica mais longe da respiração da criança”, enfatiza a pneumologista, lembrando que algumas crianças têm sensibilidade ao cloro e podem até sofrer piora nas crises alérgicas.

Os pais também podem colaborar. “Dar banho com sabonete neutro após as aulas, para tirar o cloro, e logo após passar um hidratante ajuda a não ressecar a pele. Lavar o nariz com soro fisiológico depois da aula previne crises de rinite e outros incômodos nas narinas .Secar bem os ouvidos com a toalha – sem cotonete – ajuda a não infeccionar os ouvidos. Andar sempre de chinelo evita infecções por fungos. Essas pequenas ações garantem uma vivência mais saudável para todos”, sugere a pediatra Beatriz Perondi.

Fonte: Delas