Outubro Rosa: uma história de resiliência por meio do esporte

26
out 2018

Quando começamos a receber as inscrições para o Desafio Speedo 40, programa que reúne 40 atletas amadores em treinos acompanhados por nossa equipe para a prova Fuga das Ilhas 2018, ficamos surpresos com a quantidade de histórias emocionantes enviadas. Entre elas está a da Daniela Durr, que encontrou no esporte a força para superar um câncer de mama.

Neste mês de conscientização sobre a doença, o Outubro Rosa, trazemos uma entrevista inspiradora da Dani, que é mãe, advogada e vencedora. Quer saber como foi a jornada dela? Leia abaixo!

Speedo: Qual era a sua relação com o esporte antes de descobrir o câncer de mama?
Quando morei em Florianópolis, em 2004, vivia uma rotina workaholic. Não cuidava da alimentação e muito menos praticava atividades físicas. Morar perto do mar e ver tantos esportes aquáticos me inspirou, mas como ainda mantinha uma rotina intensa de trabalho, comecei a correr e fazer caminhadas casualmente. Voltei para São Paulo depois de quatro anos e passei por uma depressão muito intensa, que fez com que eu ganhasse muitos quilos a mais. Para mudar esta situação, me matriculei na academia e voltei, aos poucos, a me exercitar, mas foi só após o nascimento do meu filho que decidi mudar meu corpo e alimentação. Fiz circuito, corrida, spinning e musculação. Voltei a ter um peso saudável e para melhorar performance da corrida voltei a nadar, e foi aí que redescobri esta paixão. Poucos meses depois de voltar à piscina, por causa de um tombo que machucou e inchou a mama esquerda, senti um nódulo. Tinha feito mamografia dois meses antes e nada foi constado. Procurei minha ginecologista e com uma ultrassonografia confirmamos que havia algo errado, que logo após, com a biópsia, foi diagnosticado corretamente.

S.: Como foi a descoberta?
Quando fiz o ultrassom e apareceu uma imagem suspeita tive já a sensação de algo errado em mim. Quando peguei o resultado da biópsia e a confirmação do câncer, um tipo não tão comum que afeta os lóbulos e por isso se chama carcinoma lobular invasivo, eu decidi, comigo mesma, a não me sentenciar a nada, apenas a minha cura. Meu foco foi vencer.

S.: Como o esporte ajudou você durante o tratamento?
O esporte ajudou a ter uma mente resiliente desde o diagnóstico até enquanto eu me tratava. Ele ensina a ter disciplina, cuidar da alimentação, manter o foco e reconhecer meus limites.

Após a cirurgia, descobri que meu tumor era maior do que identificado nas imagens e, por isso, o meu protocolo de tratamento incluiria a quimioterapia, além de radioterapia e de hormonioterapia para evitar reincidência. Com a quimioterapia percebi que o esporte condicionou meu corpo a tolerar os efeitos.

S.: Como ficou a sua vida depois do tratamento? O que mudou em alimentação, exercício, família e visão de mundo?
Quando eu descobri o tumor, associei ao estilo de vida que não se preocupava com alimentação, sono, estresse ou cuidados mínimos com o corpo. Não se sabe ao certo a origem de um câncer, mas há muitos fatores que colaboram para o seu desenvolvimento.

A minha família e amigos foram essenciais durante o tratamento. Na academia, encontrei professores e amigos que me incentivaram. Foi uma decisão pessoal não usar peruca, pois me sentia melhor sem ela, e meu marido, filho e amigos sempre me diziam como eu estava bonita e bem.

A minha visão de mundo mudou após o câncer. Dentro da minha perspectiva, lutar pela vida, sair da zona de conforto e enfrentar os desafios faz com que você perceba melhor as oportunidades de sua jornada. Aprendi que, mesmo no pior momento da sua vida, você pode transformar tudo em algo positivo.

S.: Por que e como foi entrar no Desafio Speedo 40?
Durante a quimioterapia, eu brincava com as enfermeiras propondo desafios a elas, como fazer uma prova de corrida. A natação foi interrompida, neste período, por conta do diagnóstico, justo na época em que estava mais empolgada em melhorar minha performance para nadar uma prova no mar. Da descoberta até o início do tratamento, treinava para participar pela primeira vez do Fuga das Ilhas. Isso ficou guardado em mim.

Quando vi o anúncio sobre o Desafio Speedo 40, achei que era a minha oportunidade de retomar meu sonho. Fiz o vídeo e mandei. Fiquei muito feliz quando fui escolhida e o projeto é realmente um incentivador para este meu novo período. A cada treino encontro pessoas em busca dos seus sonhos. E sabe do que mais? Eu já estou pensando na travessia do Estreito de Bósforo após a Fuga das Ilhas, e como diz o Igor, meu “técnico top: Who knows?

S.: Tem algum conselho ou aprendizado que gostaria de compartilhar?
Procure uma atividade física que lhe traga o bem-estar e a qualidade de uma vida mais saudável. Faça os exames periodicamente e não tenha receio em procurar um médico ao sentir um nódulo na mama. Solidarize-se com o Outubro Rosa, porque conscientização e informação ajudam a desmistificar medos irreais quanto ao diagnóstico ou tratamento.
Para quem teve ou está com câncer de mama, ele não é uma sentença. É um desafio de superação, de resiliência e de fé. Acredite na cura e nunca desista de ser feliz e realizar seus sonhos.

Crianças no esporte: uma habilidade para a vida!

04
out 2018

Unânime entre pais e responsáveis, a prática esportiva na infância faz parte da rotina de muitos pequenos que, por amor ou por hobby, se dedicam e descobrem novas habilidades para a vida.

Em comemoração ao Dia das Crianças, preparamos um especial para orientar pais e mães sobre os cuidados com as crianças no esporte. Dos benefícios para o desenvolvimento da garotada às cautelas para uma prática saudável, leia abaixo algumas dicas que reunimos para que os pequenos atletas levem o esporte numa boa!

Benefícios da atividade física
Toda atividade física colabora para o desenvolvimento, mas quando o assunto é esporte para crianças, o aprendizado tem uma força muito maior. Elas estão descobrindo um novo mundo agora, e toda atividade vem recheada de significados que serão levados para toda a vida.

Compartilhar o mesmo espaço e objetivos durante uma atividade faz com que as crianças aprendam lições importantes sobre espírito de equipe e sobre a socialização. O contato social com pequenos da mesma faixa etária colabora no amadurecimento psicológico, fazendo com que o seu filho ou filha consiga ser mais independente.

O desenvolvimento motor e físico, motivos pelos quais muitos pais buscam colocando os filhos no esporte, são pontos de destaque também. Com estrutura corpórea ainda em formação, trabalhar musculatura e equilíbrio, sempre de forma maneirada, colaboram para que os pequenos sejam mais autônomos em suas funções.

Preparar, apontar e…
Donas de uma energia surreal, as crianças encontram na atividade física uma alternativa para extravasar. Além disso, manter uma rotina de treinos pode fazer com que estes pequenos talentos se transformem em grandes atletas no futuro.

Uma boa parcela dos atletas que hoje competem em equipes de elite iniciou sua jornada na infância, desenvolvendo desde cedo habilidades cruciais para ser um grande nome no esporte. Acompanhe de perto e converse com os professores do seu miniatleta, afinal, é muito importante saber se os treinos estão fazendo bem e trazendo resultados a ele.

Alerta aos pequenos e aos pais que estão entusiasmados: vá devagar! Artigo divulgado na SMAD (Revista Eletrônica de Saúde Mental, Álcool e Drogas), desenvolvido pelos autores brasileiros Ms. Bruno de Oliveira Pinheiro, Dr. André Luiz Monezi e Dra. Denise De Micheli, mostra que adolescente que têm uma alta intensidade em treinos apresentam índices ruins de qualidade de vida, tendendo a consumir substâncias psicotrópica e outras drogas. Além do mais, é imprescindível equilibrar a rotina com os estudos e tempo de lazer. Fique atento!

Programa para toda família
Que tal fazer do esporte do seu pequeno uma atividade em família? Levar as crianças para participarem de competições ou reunir todos para um dia diferente é inspirador, além de ser algo divertido. Com todos na mesma sintonia, a sua casa será uma fonte de qualidade de vida!

Busque novas brincadeiras inspiradas no esporte, como aposta de corrida ou até buscar objetos no fundo da piscina, assim ninguém percebe que está se exercitando. É um ótimo programa para todos.

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Referências:
Brasil Escola
Caderno E+ Estadão
Ativo Saúde
Eu Atleta
Jornal da USP