Fenômeno nas piscinas, Nicholas Santos não se cansa de ganhar medalhas

28
ago 2019

Nicholas Araújo Dias dos Santos. Esse é o nome de um dos principais nadadores brasileiros. Nascido em Ribeirão Preto, o atleta segue encantando fãs em todo o mundo graças às suas conquistas, recordes e força de vontade sem igual.

Recentemente, aos 39 anos, Nicholas Santos bateu mais um recorde e se tornou o nadador mais velho a subir em um pódio de Campeonato Mundial, quando trouxe para casa a medalha de bronze nos 50m borboleta.

Entre uma competição e outra, o recordista, que faz parte do Speedo Elite Team, nos deu uma entrevista para contar mais sobre sua carreira e suas melhores lembranças ao longo de seus anos nas piscinas.

1- Sua primeira participação em um Campeonato Mundial foi em 2001, quando passou a integrar a seleção brasileira de natação. Como você se sente estando na ativa e ganhando medalhas até hoje?
Sem dúvidas é uma sensação fantástica: são quase 20 anos nadando como profissional e competindo pela seleção brasileira. Em meio a tudo isso, tive a oportunidade de me formar em fisioterapia, conhecer diversos países, compreender diferentes formas de treinamento e ir me moldando para essas competições. Ao longo de todo esse tempo, pude conciliar muita coisa e acredito que consigo montar uma rotina bem feita, com grandes resultados.

2- Qual o segredo para manter a performance em alta durante tanto tempo e ainda melhorar as marcas a cada ano?
Conhecer e entender meu corpo ao longo desses anos, investir nos meus programas de treinamento — tanto nos treinos de água como na preparação física — cuidar da minha alimentação e trabalhar a parte mental. Outro ponto importante é que eu nunca sofri uma lesão grave, e ser fisioterapeuta me ajuda muito, pois conheço e entendo o funcionamento do corpo, então, mesmo que aconteça alguma coisa, eu sei a abordagem que deve ser feita, o que facilita até para os profissionais que trabalham comigo. Tem também a questão do desafio pessoal, de buscar resultados cada vez melhores — e isso acaba se tornando um vício, não é? Mas sem dúvida: a repetição, o ganho dia após dia, o foco, a disciplina e a busca pelo plano A me colocam em alta performance sempre.

3- Você agora é o nadador brasileiro com mais participações em Mundiais. Como você enxerga a importância da sua carreira para os atletas daqui que querem alcançar o alto nível?
Esta questão da longevidade é um assunto que muitas pessoas me perguntam. O que posso dizer é: sim, é possível, mas assim como em qualquer outra profissão ou trabalho, é muito importante colocar energia naquilo que a gente faz — e ter paciência, pois os resultados vêm com o tempo. E posso dizer que vale a pena, tanto pelos bons hábitos quanto pelos desafios dia após dia. Sem falar das oportunidades que surgem quando você se destaca no que faz.

4- Em 2017 você foi prata em Budapeste e se tornou o atleta mais velho a ir ao pódio. Agora, em 2019, você conquistou o bronze no Mundial, aos 39 anos, e renovou esse recorde. Qual foi a sensação?
A sensação é de que é possível competir e manter o alto rendimento com quase 40 anos e eu tenho a fórmula para isso! Também acredito que seja importante dar um exemplo, uma motivação, para as pessoas comuns que praticam atividades físicas de forma amadora, mesmo que em outra modalidade. É o que eu sempre digo: todo mundo pode viver em alto rendimento, não precisa ser profissional.

5- Como foi a decisão de se dedicar aos 50m borboleta?
Foi um desafio novo que propus a mim mesmo, em 2012, após as Olimpíadas de Londres. Em 2008, eu nadei os 50m livre em Pequim e meu melhor resultado foi 21.55 em piscina de 50m. Já em 2012, foquei nos 100m livre e pude nadar os 4x100m em Londres, me classificando, logo na sequência, para o Mundial de Istambul, quando me dediquei aos 50m borboleta e conquistei minha primeira medalha de ouro em Mundial. A partir disso, decidi investir mais nessa prova e hoje tenho muita facilidade — sou bicampeão mundial e recordista mundial em piscina de 25m, e recordista sul-americano em piscina de 50m.

6- Durante todos esses anos de competição, qual sua melhor recordação? E de todos os recordes que já bateu, qual foi o mais suado?
Sem dúvidas foi o recorde mundial dos 50m borboleta que bati em uma Copa do Mundo em 2018. Eu sabia que tinha como principal adversário o Chad Le Clos, mas sabia também onde eu podia melhorar durante a prova para conseguir vencer. Então, não só ganhei como conquistei o recorde mundial. E a sensação foi muito boa naquele momento, lembrar de todo trabalho, a dedicação para conseguir e ser reconhecido, é muito bom! Não tem preço ser o melhor do mundo naquilo que você se propõe a fazer.

7- Você pretende voltar a treinar os 50m livre para disputar uma vaga nos próximos Jogos Olímpicos, em Tóquio?
Sim, esse é meu próximo desafio pessoal. Já estou começando meus treinos para essa prova — tenho um tempo legal até nossa seletiva. Minha melhor marca nos 50m livre com trajes foi 21.55 e sem traje 22.00, então, se eu tiver a evolução que tive nos 50m borboleta, vai ser interessante!

Para finalizar, nosso atleta Nicholas Santos deixou um recado para quem está começando a competir agora: “Acredite em você, não desista dos seus sonhos e coloque energia em tudo o que se propõe a fazer. Saia da zona de conforto e saiba que altos e baixos virão, com certeza, mas não perca o foco até alcançar seu objetivo. Seja disciplinado, invista em você e se relacione com pessoas otimistas — afaste-se das pessoas tóxicas. Construa sua carreira com as conquistas diárias e busque sempre seu alto rendimento.”

E você, se inspira com o guerreiro Nicholas Santos?

Ana Marcela Cunha se torna a maior medalhista de maratonas aquáticas após ouro no Mundial

17
jul 2019

Na noite da última terça-feira, dia 16 de julho, a atleta Ana Marcela Cunha se tornou a maior medalhista em maratonas aquáticas ao conquistar o ouro na prova de 5 km, no Mundial de Esportes Aquáticos. O feito rendeu à baiana o destaque merecido, com manchetes nos principais portais do país, como Veja, Estadão, ESPN, Globo Esporte, Olhar Olímpico e Gazeta Esportiva.

Ana Marcela encerrou a prova fazendo o tempo de 57 minutos e 56 segundos. Ao ganhar a décima medalha da carreira, superou a atleta holandesa Edith Van Dijk, com quem, até então, dividia a quantidade de pódios em campeonatos mundiais. Em entrevista à imprensa, a atleta disse como se sente após a competição:

“Estou muito feliz, nunca imaginei isso, eu só queria ganhar, poder dar meu melhor. E é isso que eu faço quando caio na água. Dez medalhas, eu me sinto normal, continuo sendo a mesma Ana Marcela que disputou o primeiro Mundial, lá em 2006, com 14 anos. É um currículo e tanto, é um orgulho, mas nada altera minha cabeça”.

A atleta disputou seu primeiro mundial em 2006, ano em que passou a integrar a seleção brasileira de águas abertas, e hoje acumula outros três ouros, duas pratas e quatro bronzes. E sabemos que vem muito mais por aí!

Entrevista Marcelo Negrão

26
jun 2019

Em comemoração ao Dia Nacional do Vôlei, um esporte que faz parte da vida de muitas pessoas desde a escola, para alguns, se tornando sua carreira profissional, batemos um papo com o ex-jogador da seleção brasileira, Marcelo Negrão. Ele contou pra gente quais momentos marcaram a sua carreira e muito mais! Venha conferir! 🙂

1. Por qual motivo você escolheu praticar vôlei?
Meu pai me ensinou a jogar e vi a Seleção Brasileira da Geração de Prata jogando, aí me apaixonei pelo vôlei.

2. Qual foi o momento que mais marcou a sua carreira?
O momento mais marcante foi a conquista do Ouro Olímpico em Barcelona, em 1992.

3. Como foi ser Campeão Olímpico em 1992?
A sensação de ser Campeão Olímpico é indescritível.

4. O que mudou nas partidas de vôlei em relação há anos atrás?
Acabou a vantagem de pontuação e entrou o líbero, um jogador mais especialista nas jogadas que são feitas no fundo da quadra, o que deixou as disputas de pontos mais longas.

5. Você acompanha até hoje os jogos da seleção?
Sim, assisto até hoje.

6. Qual foi a maior bronca que você já levou de um técnico?
Era difícil eu levar bronca, jogando na posição de oposto não tinham muito o que falar.

7. O que mudou na sua vida após ter feito parte da seleção brasileira?
Mudou muita coisa. Tudo o que eu sou hoje devo ao vôlei e à Seleção Brasileira, tanto como pessoa quanto como profissional.

Por fim, Marcelo Negrão, medalhista de Ouro em Barcelona com a Seleção Brasileira de Vôlei, deixa uma mensagem para quem está começando a praticar o esporte agora: não desista nunca, mesmo nos maus momentos, não desista.

Até a próxima, galera!

Ela não é a Ingrid das Olimpíadas

24
mai 2019

Ela é, inegavelmente, a Ingrid Oliveira: melhor do país em saltos ornamentais. Teve uma infância difícil, mas não se deixou abalar pelos obstáculos da vida. Seguiu e segue, até hoje, firme e forte em seu sonho. Em uma entrevista especial, ela contou um pouco sobre cada etapa, família e carreira. Acompanhe agora mesmo a história dessa guerreira que temos orgulho em dizer que é Speedo Elite Team!

1. Conte um pouco sobre a sua infância.

Cresci em Niterói, gostava muito de brincar com as outras crianças na rua, vivia com os joelhos e cotovelos ralados por conta das brincadeiras. Mas minha mãe não gostava que eu ficasse brincando com algumas crianças do meu bairro e colocou eu e minha irmã no esporte para gastássemos nosso tempo livre com a Ginástica Artística.

2. Por que escolheu os saltos ornamentais para sua carreira?

Porque quando eu saí da ginástica eu queria um esporte parecido com o que eu fazia. Minha irmã que também fazia ginástica comigo já tinha ido para os saltos, então decidi experimentar para ver se eu iria gostar.

3. Como era a relação com a sua mãe?

Era uma relação de amor e algumas regras, mas eu sempre tive noção de que tudo que ela fazia era para me tornar uma pessoa melhor e aprender desde cedo como a vida funcionava.

4. Você considera a Andreia Boheme como sua segunda mãe?

Sim, a Deia sempre tenta me ajudar com tudo na minha vida.

5. Quais foram as mudanças na sua vida após as Olimpíadas?

Tiveram as mudanças boas e ruins. O bom foi que eu vi que eu consigo suportar um fardo muito maior do que eu imaginava, porque tudo o que eu passei não foi fácil mas me trouxe muito amadurecimento. O ruim é que as pessoas me julgavam muito pelo que houve nas olimpíadas, foi bem difícil para mim essa parte.

6. O Mundial de Esportes Aquáticos acontece entre os dias 12 e 28 de julho, como estão os preparativos?

No momento estou me recuperando de uma lesão antiga, mas acredito que vou voltar em breve e correr atrás do tempo em que estive parada.

7. Como é a sua rotina de treino?

Eu treino de segunda a sexta, de manhã, das 8:30 às 12:00h, e na parte da tarde, das 13:30 às 16:00h. Como sou plataformista, meus treinos na plataforma de 10 metros têm que ter um intervalo de 1 dia para poder me recuperar para o próximo e evitar que a minha lesão volte com mais frequência. Sendo assim, meus treinos mais importantes são de segunda, quarta e sexta-feira. Na parte da tarde, nós vamos para a sala de força fazer a nossa preparação física. Nas terças e quintas, treino os 2 períodos na água, aí o treino é mais voltado para educativos e ajuste de detalhes.

8. Sabemos que o mundo do esporte, ainda é, para as mulheres, cheio de tabus. Qual mensagem você gostaria de compartilhar para fortalecer outras guerreiras que também enfrentam os desafios desse sonho, como você?

Que nunca desistam, nunca deixe o que as pessoas pensam te afetar, porque apenas você sabe o que se passa no seu coração. Se é o seu sonho, acredite e batalhe para chegar ao seu objetivo.

A nossa guerreira do Speedo Elite Team despede-se da gente deixando uma mensagem: “nunca desista de seus sonhos”. Não esperávamos menos vindo dela, né?
Estamos na torcida com você por mais troféus!

Até a próxima, galera!

Uma travessia na carreira de Poliana Okimoto

01
nov 2018

Referência brasileira em maratona aquática, Poliana Okimoto coloca em prática a sua experiência de mais de 14 anos para concretizar um sonho: ter a sua própria prova. Após a sua aposentadoria, a atleta começou a tirar do papel os sonhos que sempre teve no esporte, e em e em uma entrevista especial para a Speedo, ela conta como foram as primeiras braçadas da medalhista Rio 2016 e os planos para o futuro.

Leia e inspire-se para a prova a Travessia Poliana Okimoto, que acontece no dia 04 de novembro, no Guarujá (SP). Clique aqui para garantir a sua inscrição!

Como começou a sua história com a maratona aquática?
Quem me apresentou à maratona aquática foi o meu técnico, e marido, Ricardo Cintra. Ele fez a minha inscrição para a Travessia dos Fortes, em 2005, quando tinha 22 anos. Eu não queria fazer a prova, estava morrendo de medo, mas mesmo assim ele confirmou minha vaga e fomos. Durante a prova, eu senti muito e quase desisti, mas minha competitividade falou mais alto e fui até o final. Ganhei a prova e recebi a notícia que a maratona aquática estaria nos próximos jogos olímpicos e Panamericanos. Foi aí que percebi que esta modalidade poderia estar mais presente na minha vida, sendo mais uma oportunidade de ir a uma Olimpíada.

Após parar de competir, a sua rotina de treino mudou muito?
Mudou bastante. Eu continuo nadando, mas não sei nem se posso chamar de treino, mesmo estando na piscina todos os dias. A água faz parte de mim, do que eu sou, é onde consigo pensar melhor fazendo com que tudo flua.

Os meus treinos, hoje, representam mais ou menos ¼ do eu já treinei na vida. Antes, eu fazia 100 km na semana, e hoje chego a uns 10 km. Com os preparativos para a Travessia e Workshop Poliana Okimoto, não caio na água há mais ou menos 2 semanas por conta da correria, e eu sinto muita falta. Amo a natação e é isso que levarei para o resto da minha vida.

Além do treino, na minha rotina, o que mudou muito foi a alimentação. Antes sempre seguia uma dieta bem rigorosa, e hoje como o que eu quiser e na hora que quiser. Isso faz com que eu consiga aproveitar melhor os meus dias, estar mais próxima à família, ter mais tempo para curtir e me dedicar a novos projetos.

Piscina, mar e represa têm características específicas, como se preparar para cada um?
São muito diferentes, e é preciso entender cada lugar antes de entrar na água. Na piscina, é algo mais automático, você acostuma a treinar de um certo modo e não varia para a competição, sendo muito mais fácil pois é um ambiente controlado. A temperatura, as raias, a faixa no meio para direcionar não existem em águas abertas. Água doce e salgada também são bem diferentes. Na doce, o atleta se sente mais pesado, o quadril afunda um pouco mais. Na salgada, o quadril levanta por causa da densidade e o corpo do nadador fica mais próximo da superfície, agregando mais sensibilidade. Mas é importante também ficar atento aos fatores da natureza, como correnteza, marola e ventos.

Com tantas diferenças, o esporte está sendo cada vez mais amado pelas pessoas que estão começando a fazer. É um desafio, que você enfrenta a natureza, os seus medos e tem um grande potencial de ser uma das modalidades mais praticadas no Brasil. Temos um litoral vasto e as competições estão muito presentes nos calendários das cidades.

Nos últimos anos, há um interesse maior por provas mais desafiadoras, como as maratonas aquáticas e o triátlon. Qual conselho você daria para alguém que está começando as primeiras braçadas em longas distâncias?
O conselho que eu dou é persistir e insistir. As provas e os treinos da maratona aquática não são fáceis, então, quanto mais horas de prática, mais chances de sair vitorioso. E nem sempre a vitória quer dizer chegar ao pódio, ela significa terminar uma prova bem e feliz.

É preciso treinar e se dedicar, pois quando olhamos para trás e vemos a distância que foi percorrida, nos sentimos muito bem, com desafio cumprido. Realização pessoal é a chave!

Como surgiu a ideia da Travessia Poliana Okimoto?
Eu sempre tive vontade de uma prova com meu nome, mas nunca tive tempo. Depois que me aposentei, no fim de 2017, comecei a pensar em várias ideias de como e onde fazer uma maratona. E para me ajudar, chamei o Igor de Souza, um expert nesse tipo de prova e amigo de muitos anos, juntando à vontade com a expertise. Está sendo muito bom, prazeroso e transformador todo o esforço para fazer a travessia dar certo.

Quais são seus planos para 2019?
A meta para 2019 é manter o Workshop e a Travessia Poliana Okitmoto, fazendo desta competição um grande evento. Dar oportunidade de um primeiro passo para quem quer começar a fazer maratonas aquáticas na prova de 500 m, que pensei justamente para isso.

Divulgar cada vez mais nosso esporte no próximo ano também está em meus planos, para fazer com que todo mundo cresça junto.

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Com tanta determinação e experiência, temos certeza que a Travessia Poliana Okimoto será um sucesso e já estamos na contagem regressiva para o dia 4 de novembro. Você vai participar deste grande desafio, não é mesmo? Aproveite e compartilhe com os amigos que precisam de um “empurrãozinho” para colocar em prática a maratona aquática. Com uma medalhista olímpica e uma estrutura incrível, a água será o seu novo ambiente natural.